AULA 18 - NEM TUDO QUE ESTÁ NA BÍBLIA É “BÍBLICO”
“Porque eu testifico a todo aquele que ouvir as
palavras da profecia deste livro que, se alguém lhes
acrescentar alguma coisa, Deus fará vir sobre ele as
pragas que estão escritas neste livro; e, se alguém tirar
quaisquer palavras do livro desta profecia, Deus tirará a sua parte da árvore
da vida e da Cidade Santa, que estão escritas neste livro”. (Ap 22:18-19)
INTRODUÇÃO
Dando continuidade a aula passada, queremos
abordar um assunto pertinente àquilo que cremos e porque determinados livros
não entraram na composição da Bíblia Sagrada e foram banidos da Bíblia Protestante.
Os livros chamados apócrifos.
A crença no purgatório, o ensino de rezar
pelos e aos mortos, o sexo dos anjos, conceito de alma gêmea e destino,
conceito de objetos que espantam demônios, conceito de paraíso e inferno,
conceito de que a alma é eterna, anjo da guarda, esmola como ato de caridade
igualando-se a oração e a fé, as boas obras como a causa da salvação, e outros
conceitos embutidos como: anjo mente, trapaceia e tem poder próprio, são
pertinentes a estes livros que tem ganhado cada dia mais, visibilidade no meio
acadêmico cristão e tido como credencial para explicação de certos fatos
contraditórios.
A maioria dos apócrifos foi escrito no
tempo dos filósofos gregos, quando Platão estava no auge e muitos de seus
adeptos aproveitaram suas ideias, muitas vezes pagãs, na escrita judaica e
depois na cristã, fazendo que algumas dessas ideias fossem registradas como se
fossem dogmas divinos. Daí o motivo deles não serem aceitos no cânon judaico e
nem na Bíblia.
Foi Fílon de Alexandria, um filósofo judeu
(20 a.C – 42 d.C), que escreveu a respeito da separação existente entre anjos
maus - denominando-os como demônio, e os anjos bons que são seres ministradores
a serviço de Deus nas regiões celestiais.
Foi ele quem especulou pela primeira vez
que o universo é a residência dos anjos maus, já que foram expulsos do céu,
onde atraem a humanidade para sua atuação arrebatando admiração e culto dos
homens.
A análise que faremos hoje é do livro de
Tobias, um apócrifo existente na Bíblia Católica cheio de referências erradas
cronologicamente e repleta de ensinamentos pagãos capazes de confundir o mais
estudioso teólogo com seus registros heréticos.
Tobias partiu, pois, em companhia do anjo. Também o cão foi atrás
deles. Deteve-se na primeira parada à beira do rio Tigre. Descendo ao rio para
lavar os pés, eis que um enorme peixe se lançou sobre ele para devorá-lo. Aterrorizado,
Tobias gritou, dizendo: “Senhor, ele lança-se sobre mim”. O anjo disse-lhe:
“Pega-o pelas guelras e puxa-o para ti”. Tobias assim o fez. Arrastou o peixe
para a terra, o qual se pôs a saltar aos seus pés. O anjo então disse-lhe:
“Abre o peixe e tira-lhe o coração, o fel e o fígado. Guarda-os contigo e joga
fora as entranhas. O coração, o fel e o fígado do peixe servirão para remédios
muito eficazes”. Ele assim o fez. A seguir, assou uma parte da carne do peixe,
que levaram consigo pelo caminho. Salgaram o resto, para que lhes bastasse até
chegarem a Ragés, na Média. Entretanto, Tobias interrogou o anjo: “Azarias, meu
irmão, peço-te que me digas qual é a virtude curativa dessas partes do peixe
que me mandaste guardar”. O anjo respondeu-lhe: “Se puseres um pedaço do
coração sobre brasas, a sua fumaça expulsará toda espécie de mau espírito,
tanto do homem como da mulher e impedirá que ele volte de novo a eles. Quanto
ao fel, pode-se fazer com ele um unguento para os olhos que foram atingidos por
manchas brancas, porque ele tem a propriedade de curar. (Tb 6:1-9)
Perceba que nesse texto o anjo apenas
instrui Tobias sobre o que deveria fazer. Ele não o protege do mal. Seguindo o
texto, veremos que Tobias chega a uma cidade e encontra uma mulher viúva de
sete maridos. Ele se apaixona por ela, mas tem medo da maldição que dizia que
na lua de mel, um espírito lhe apossava fazendo que assassinasse seu cônjuge.
Foi então que Tobias passa a colocar em
prática a magia ensinada pelo anjo:
Quando terminaram de comer e beber, foram dormir. Acompanharam o
rapaz até o quarto. Tobias lembrou-se do que Rafael tinha dito, pegou o fígado
e o coração do peixe, que estavam na sua sacola, e colocou no queimador de
incenso. O cheiro do peixe expulsou o demônio, que fugiu para as regiões do
alto Egito. Rafael imediatamente o perseguiu, o pegou e o acorrentou. (Tb
8:1-3)
Esse texto é a conclusão de uma conversa anterior
de Tobias com o anjo no cap 6:10-18, onde mais
uma vez o anjo nega proteção. Antes pede que ele coloque em prática a magia
ensinada dias atrás.
PARA
QUE DEVEMOS CONHECER AS ESCRITURAS?
Meu povo foi destruído por falta
de conhecimento. (Os 4:6ª)
Deus não nos cobra nada que de antemão já
nos tenha ensinado.
Ele é justo, e por isso enviou-nos a Sua
palavra para que pudesse nos instruir quanto aos dias maus que viveríamos nesta
Terra, deixando-nos alerta quanto ao mundo espiritual e suas artimanhas para
nos enganar.
Cair nestas armadilhas é pertinente ao
homem que não possui visão, conhecimento de sua localização. Mas continuar
preso ou aceitar a prisão, diz respeito àquele que não reconhece a liberdade
que Cristo nos dá.
Para tanto, busquemos conhecer e prosseguir
em conhecer a Deus enquanto estivermos nesta Terra (Os
6:3).
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