Lição 03 – Seitas e Heresias
“No passado surgiram falsos profetas no meio do povo, como também
surgirão entre vocês falsos mestres. Estes introduzirão secretamente heresias
destruidoras, chegando a negar o Soberano que os resgatou, trazendo sobre si
mesmos repentina destruição. Muitos seguirão os caminhos vergonhosos desses
homens e, por causa deles, será difamado o caminho da verdade. Em sua cobiça,
tais mestres os explorarão com histórias que inventaram. Há muito tempo a sua
condenação paira sobre eles, e a sua destruição não tarda”. (2 Pe 2:1-3)
1 – Introdução
Uma
seita é uma divisão causada na igreja em geral provocada pelo ensinamento de
uma heresia (ou às vezes uma seita surge tão somente pela disputa de poder
eclesiástico). Toda seita possui a característica de transmitir ensinos e
estimular comportamentos que os distingam de todos os outros grupos e igrejas.
Partindo
deste princípio, nós consideramos como heresia todo ensino que distorce o
padrão que Deus revelou em sua Palavra (At 13.10, 1 Tm
1.3), ou seja, um ensinamento não precisa descartar totalmente a Bíblia
para ser considerado como uma heresia, basta que ele contrarie uma única
doutrina bíblica obrigatória (Ef 4.14, 2 Tm 2.18).
E
quando nós falamos em doutrina obrigatória, significa algo que é inquestionável
e não pode ser rejeitado de forma alguma (Mt 24.35), já
a heresia abala gravemente os fundamentos bíblicos e deve ser completamente
rejeitada (1 Tm 6.3-5).
Todo
grupo religioso ou ideológico que prega, ou segue aquele que prega heresias, é
uma seita (2 Tm 4.3-4).
Para
tanto, vamos conhecer alguns pensamentos perpetuados no Cristianismo através dos
pais da igreja e como algumas heresias surgiram na igreja.
2 – Sacerdotes e Ritos
Não se
sabe exatamente como eram ordenados os sacerdotes nos primeiros séculos
cristãos dentro do Império Romano. No Novo Testamento ouvimos falar de
"bispos" e "presbíteros", cuja tradução literal seria
anciãos, líderes.
O
Didaquê[1], documento anônimo do século
II, diz que o bispo era um sucessor dos apóstolos e líder da Igreja em cada
cidade. O bispo também podia ministrar a eucaristia (santa ceia) e o batismo,
assim como os presbíteros, a quem deram o nome de padres, com o requisito de
que este poder lhes tivesse sido delegado pelo bispo. Inácio de Antioquia[2] pensava na Igreja de
acordo com as cidades, sendo que cada cidade deveria ter um bispo como líder
proeminente.
No ano
321, o imperador Constantino promulga uma lei ordenando que todos descansem no
dia do sol invictus (domingo), dia da semana que substituiu o sábado como dia
santo apoiado na razão da ressurreição de Cristo. Esse dia era guardado por
todos os cristãos. A eucaristia era celebrada no domingo, e nas quartas e
sextas-feiras os cristãos deveriam jejuar. Leituras, orações e penitências eram
realizadas como parte das celebrações litúrgicas.
Nessa
época, os cristãos passaram a utilizar códigos para expressar mensagens de fé,
como o peixe (Jesus Cristo, o Salvador), a pomba (Espírito Santo) e a fênix
(ressurreição). Os enterramentos eram realizados em catacumbas, pois os
cristãos preferiam os enterramentos à cremação, uma vez que acreditavam na
ressurreição dos mortos.
3 – Pensamentos Introduzidos a Fé Teológica
O
mundo romano influenciou as ideias cristãs de várias maneiras. Em primeiro
lugar, o neoplatonismo[3], ideia de que os elementos
do mundo material seriam hierarquicamente inferiores aos do mundo espiritual,
se integrou perfeitamente à filosofia cristã. O estoicismo[4] foi outra filosofia
(muitas vezes funcionando como religião) que influenciou o pensamento cristão.
Os estoicos eram austeros, e acreditavam na virtude e na moral como elementos
essenciais na vida. Suas crenças se fundam na indiferença e afastamento das
coisas mundanas.
Alguns dos
pais da igreja, também influenciaram os cristãos primitivos com suas ideias:
·
Justino – Com base na filosofia da época,
argumentava sobre as questões religiosas com base no Logos, ou seja, que Cristo
era o fundamento de todas as coisas.
·
Inácio de Antioquia – Foi o primeiro a se valer das línguas
estranhas. Ele que desenvolveu o argumento de que Cristo era 100% Deus e 100%
homem. Sua ideia ajudou na concepção da Trindade. "Deus e Homem, em uma só
essência".
·
Orígenes - Para ele, as Escrituras Sagradas
continham o caminho para a iluminação, mas não eram facilmente interpretadas e
não podiam ser compreendidas em sentido literal. Para Orígenes, aqueles que
tentavam interpretar as escrituras de forma literal eram ignorantes, uma vez
que o próprio Jesus apenas havia iluminado seus últimos discípulos na subida à
colina (Marcos 9).
·
Clemente de Alexandria - Defendia a repartição dos bens entre
os homens.
·
Irineu - Defendeu a importância do mundo
material, a humanidade de Cristo e a continuidade do cristianismo no judaísmo
histórico. Também dizia que a igreja de Roma havia sido fundada por Paulo e
Pedro, e, portanto tinha autoridade primária.
·
Cipriano de Cartago - Ele acreditava na unidade da Igreja,
assim como Deus era uno. Essa ideia seria transferida à Idade Média, cujos
teólogos e pensadores políticos defenderiam a unidade de um poder temporal
(Império Universal) e a unidade de um poder espiritual (Igreja Universal ou,
como se dizia em grego, Católica), sempre em analogia à unidade de Deus –
Igreja/Estado.
·
Tertuliano - Afirmava o cristianismo como uma nova
lei, sob a qual se colocava o fiel após o batismo. O batismo, segundo ele,
redimia os pecados anteriores do cristão. Na visão de Tertuliano, a Igreja é a
única responsável por interpretar as Escrituras, conduzir a comunidade e
decidir sobre assuntos de fé (teológicos). Acreditava que o homem deveria punir
a si mesmo se quisesse buscar sua salvação pela graça. Em relação à natureza do
Filho, Tertuliano assumiu uma concepção que se tornaria a oficial, segundo a
qual "Todos [Pai, Filho e Espírito Santo] são um, por unidade de
substância, embora ainda esteja oculto o mistério da dispensação que distribui
a unidade numa Trindade, colocando em sua ordem os três, Pai, Filho e Espírito
Santo; três, contudo,… não em substância, mas em forma, não em poder, mas em
aparência, pois eles são de uma só substância e de uma só essência e de um
poder só, já que é de um só Deus que esses graus e formas e aspectos são
reconhecidos com o nome de Pai, Filho e Espírito Santo".
·
Marcião - Defendia que o Deus do Antigo
Testamento era cruel, ao contrário do Deus do Novo Testamento. Como se houvesse
mudado ou se dividido – Deus / Jesus.
3 – Mariologia Primitiva
A
primeira oração Mariana que temos é datada por volta de 250 até o final do
século III. Uma prova clara do culto à Maria pré-Niceia.
Ainda
no século II vemos um grande desenvolvimento de Mariologia: Justino de Roma e
Irineu de Lião professam que Maria é a "Nova Eva", assim como Paulo
disse que Jesus era o segundo Adão (1 Co 15:45).
As catacumbas pintam imagens de Maria com Cristo (a mais famosa é a imagem
presente na catacumba de Santa Priscila, em Roma), e é escrito inclusive um
"evangelho" (considerado apócrifo) relatando sobre sua natividade e
vida antes do nascimento de Cristo (O nome deste evangelho apócrifo é
Protoevangelho de Tiago). Esse apócrifo considerava Maria como a
"Predileta de Deus" (cf. Protoevangelho de Tiago, XIII,2) e aceitava
sua perpétua virgindade.
Irineu
aborda Maria com uma perspectiva maior: Enquanto Eva tornou-se a causa da morte
da humanidade, Maria tornou-se a "cauda da salvação" de si e de toda
a humanidade, ressaltando seu papel Co-Redentor. A mariologia de Irineu
acreditava que o "Novo nascimento" do cristão ocorria no ventre da
Virgem Maria, e que seu ventre "regenerava os homens em Deus"; Além
disso, Irineu acreditava que Maria portou a Deus (cf. Irineu de Lião, Contra as Heresias, 5,9,1), ressaltando sua
maternidade divina. Ao afirmar que o Diabo não teria sido vencido completamente
se Jesus não tivesse nascido de Mulher, aborda Gênesis
3:15 com uma perspectiva de Maria (a mulher da carta aos Gálatas) e
Cristo como a Mulher e sua descendência
Hipólito
de Roma , no século III chama Maria de Santa.
Cipriano
de Cartago interpretará Maria como a Mulher de Gênesis
3:15; já que vê nela a mesma "Virgem" de Isaías 7:14.
4 - A Instituição dos Santos
A
crença no poder dos santos surgiu nos primeiros séculos do cristianismo, quando
todo santo, por definição, era um mártir, executado pelas autoridades romanas
por se recusar a abandonar sua fé.
Após a
morte dos mártires, seus companheiros passaram a venerar seus túmulos e suas
relíquias (restos mortais e objetos pessoais), aos quais podiam ser atribuídas
propriedades milagrosas. Acreditava-se que, por causa do martírio, o santo
compartilhava dos sofrimentos de Jesus e ganhava acesso imediato à presença de
Deus. Seria, portanto, capaz de interceder, pedindo que Deus protegesse e
ajudasse os demais fiéis.
Nos
séculos seguintes, conforme o cristianismo foi se tornando a religião oficial
em toda a Europa, o conceito de santidade se estendeu também a pessoas de vida
cristã considerada exemplar, especialmente se, em torno delas, surgiam
tradições de feitos milagrosos, provas do relacionamento especial entre o santo
e Deus.
Durante
muito tempo não houve um processo de investigação nem uma declaração oficial de
santidade. O culto ao santo simplesmente surgia depois da morte da pessoa,
inicialmente na região onde ela vivera, para só depois se espalhar pelas outras
comunidades cristãs.
A
prerrogativa papal para declarar oficialmente "novos santos”, só veio no
ano 1170, em documento do papa Alexandre III – a doutrina católica afirma que
os santos são apenas reconhecidos pela Igreja, e não criados por ela. A rigor,
todas as almas aceitas por Deus no Paraíso seriam santas, embora alguns mereçam
distinção especial.
No
século XVI, com o surgimento das igrejas protestantes, muitos passaram a
argumentar que a doutrina de que os santos intercediam pelos fiéis tinha algo
de idolatria. Para os críticos do culto aos santos, só Jesus tinha o poder de
interceder junto a Deus.
A
Igreja Católica, no entanto, reafirmou a importância do culto aos santos nas
reformas que conduziu nessa época. Nas igrejas ortodoxas, dos países de língua
grega e eslava, esse culto continua tendo forma muito parecida até hoje. Mesmo
entre alguns protestantes, como anglicanos e luteranos, uma forma limitada de
veneração aos santos (como dias de festa em honra deles) ainda acontece.
4.1 - Culto aos Santos
Até o
século II a.C. os judeus acreditavam na existência do Hades ou Sheol, e no
adormecimento da consciência dos defuntos num lugar subterrâneo, incapazes de
serem punidos ou contemplados.
Mas a
partir do século II a.C. esta concepção foi abandonada pelo povo de Israel,
passando a crer que a consciência dos irmãos falecidos continuava lúcida e que
eles vivem como membros do seu povo, e solidários com os fiéis peregrinos na
terra, e intercedendo por eles.
O Antigo
testamento afirma que os mortos não podem orar por nós:
“Os mortos não louvam ao Senhor, nem os que descem a sepultura” -
Salmos 115:17.
“Porque não pode louvar-te a sepultura, nem a morte glorificar-te;
nem esperarão em tua verdade os que descem à cova” - Isaías 38:18.
Porém,
a igreja usa de alguns textos para confirmar suas crenças alegando serem bíblicas
tais práticas.
"Então Yahweh me alertou: Ainda que Moisés e Samuel
intercedessem diante de mim, Eu não mostraria favor a este povo. Manda-os
embora da minha presença! Que eles saiam!" (Jer 15:1/KJA) comparar com: Ex 32:30-32 e 1 Sm
12:19-23.
"Dá de boa vontade a todos os vivos,
e não recuses este benefício a um morto" ( Eclesiástico 7:37 )
Mas as almas dos justos estão na mão de
Deus, e nenhum tormento os tocará. (Sabedoria 3:1)
Em 2
Mc 15:12-15 lemos: "Parecia-lhe
(a Judas Macabeu) que Onias, sumo sacerdote (já falecido!)... orava de mãos
estendidas por todo o povo judaico... Onias apontando para ele, disse:
"Este é amigo de seus irmãos e do povo de Israel; é Jeremias (falecido!),
profeta de Deus, que ora muito pelo povo e por toda a cidade santa".
"Em seguida, fez uma coleta,
enviando a Jerusalém cerca de dez mil dracmas, para que se oferecesse um
sacrifício pelos pecados: belo e santo modo de agir, decorrente de sua crença
na ressurreição, porque, se ele não julgasse que os mortos ressuscitariam,
teria sido vão e supérfluo rezar por eles. Mas, se ele acreditava que uma bela
recompensa aguarda os que morrem piedosamente, era esse um bom e religioso
pensamento; eis porque ele pediu um sacrifício expiatório para que os mortos
fossem livres de suas faltas". (2 Mc 12:43-46)
“Portanto também nós, com tal nuvem de testemunhas ao nosso
redor, rejeitando todo fardo e o pecado que nos envolve, corramos com
perseverança para o certame que nos é proposto” (Hb 12:1).
Infelizmente
até pastores usam esse texto para dizer que são os mortos que nos observam.
Quando na verdade, o texto está falando sobre o nosso próximo, aqueles que nos
observam que testemunham nossos atos.
TESTEMUNHA
= AQUELE QUE PRESENCIA, DECLARA TER VISTO, OUVIDO OU CONHECIDO.
4.2 – A Crença no Purgatório
O estado
e o processo de purificação ou castigo temporário em que as almas daqueles que
morrem em estado de graça são preparadas para o Reino dos céus. A isso, a Igreja
Católica dá o nome de Purgatório à purificação das almas que morrem na graça de
Deus e na Sua amizade, mas ainda são imperfeitas e, portanto precisam ser purificadas.
“Põe-te depressa de acordo com o teu adversário, enquanto estás
ainda em caminho (da vida) com ele; a fim de que teu adversário não te entregue
ao juiz, e o juiz ao guarda, e sejas metido na prisão. Em verdade te digo: Não
sairás de lá, enquanto não pagares até o último centavo”. (Mt 5:25-26)
Eis um
dos versículos usados pela igreja católica para confirmar a prática da oração
pelos mortos.
A tradição católica do purgatório tem
uma história que remonta, antes de Jesus, à crença encontrada no judaísmo de
rezar pelos mortos copiado dos pagãos, especula-se que o cristianismo pode ter
tomado a sua prática similar.
4.3 – Céu, Inferno e Purgatório
Segundo
a doutrina católica, imediatamente após a morte, uma pessoa sofre o juízo
particular em que o destino da alma é especificado. No purgatório, as almas
"obtém a santidade necessária para entrar na alegria do céu". Alguns
se unem com Deus no Paraíso, e em contrapartida, outros são destinados ao
Inferno (Hb 9:27 comparar com Mt 25:31-33; 12:36-37; At 17:31Dn 12:2-3; Ap 20:11-15)
O Inferno
é a morada de Satanás e de pessoas que morreram em pecado mortal e nunca se
arrependeram sinceramente. É um lugar ou estado da alma em que o condenado não
pode se arrepender e assim nunca sairá de lá. Ele há de ser castigado por suas
ofensas graves contra Deus eternamente, pois recusa-se a arrepender-se
verdadeiramente. No inferno pode haver ''arrependimento'' apenas por causa do
sofrimento, mas não por ter ofendido a Deus, então não haveria jamais um
arrependimento verdadeiro, sendo assim seria impossível sair do inferno.
O Céu
ou paraíso é um lugar ou estado da alma, onde as pessoas que se esforçaram para
seguir os mandamentos fizerem penitência, jejuns, caridade, confissões lícitas
e válidas e não morreram em pecado mortal estando ali para viver eternamente e
gozar de uma felicidade inimaginável.
Segundo
a doutrina da Igreja, a maioria das almas, se não forem para o inferno, não
estão suficientemente puras para entrar imediatamente no Paraíso e vão
purificar-se no Purgatório. As almas do purgatório não correm o risco de irem
para o inferno, todas vão para o Céu.
5 – Conclusão
Se não
fosse a Bíblia nos revelar como o mundo espiritual funciona, seria impossível
saber o que é ou não verdade (Jo 17.17). Afinal,
qual seria nossa fonte?
As
visões, os sonhos ou as experiências que pessoas tiveram? (Cl 2.18, Ez 13.8-9). Como saber se a pessoa está
falando a verdade ou não? (Jr 17.5).
Se nós
não tivermos a Bíblia como fonte de autoridade (Mt
5.18), tudo fica muito relativo.
E por
que nós temos que ter este cuidado? Será que alguém teria interesse em mentir
ou enganar o homem a respeito do mundo espiritual? Com toda certeza existe um
grande interesse, tanto por parte do homem (2 Pe 2.3), como
principalmente por parte do diabo (Jo 8.44, 2 Co 11.3) e
nós só conseguimos desmascarar a mentira através da Bíblia (Hb 4.12-13).
A
própria Bíblia alerta que nós devemos nos manter firmes na Palavra (1 Co 15.1-2, 2 Pe 1.19) e tomar cuidado com falsos
mestres, pois eles introduzem secretamente heresias destruidoras ao Evangelho (2 Pe 2.1). Nós não podemos considerar que uma
mensagem é verdadeira somente porque a pessoa é inteligente, se expressa bem (1 Co 1.20) ou porque ela vem acompanhada de milagres (Mt 24.24). A Bíblia diz que o próprio Satanás se
disfarça de anjo de luz (2 Co 11.14-15) e que
produz o engano até mesmo com sinais sobrenaturais (2
Ts 2.9-10).
A
nossa segurança está na Bíblia (Tt 1.9), e se
por um lado é fácil identificar uma seita quando a mesma ignora completamente
Bíblia, fica bem mais complicado identificar uma que se utiliza da Bíblia (2 Co 11.13, 2 Jo 1.9).
Foi por
esses motivos que a Igreja Católica se dividiu, deixando de ser a matriz do
cristianismo. A causa, as consequência e sequência de tais acontecimentos
veremos na próxima aula.
[1] É um catecismo cristão escrito entre 140 a
150 d.C. Instrução dos Doze Apóstolos ou Doutrina dos Doze Apóstolos é um
escrito que trata do catecismo cristão. É constituído de dezesseis capítulos, e
apesar de ser uma obra pequena, é de grande valor histórico e teológico.
[2] Bispo de Antioquia da Síria entre 68 e 100 ou
107, discípulo do apóstolo João, também conheceu o apóstolo Paulo e foi
sucessor do apóstolo Pedro na igreja em Antioquia.
[3] Uma corrente de pensamento filosófico com
várias doutrinas e pensamentos diferentes, mas com a centralidade de inspiração
na filosofia platônica. Muito mais que uma corrente filosófica, o neoplatonismo
também foi tido como uma seita místico-religiosa por perfazer, em vários grupos
neoplatonistas, uma espécie de adoração divina com crenças particulares.
[4] Uma filosofia helenística com origem em
Atenas, criado por Zenão de Cítio (334-262 a.C). Afirmava que as virtudes devem
ser baseadas nos comportamentos ao invés das palavras, ou seja, aja de acordo
com o que você acredita e mostre que você é uma pessoa de virtudes; e que nós
não controlamos e não podemos depender dos eventos externos, devemos depender
apenas de nós e das nossas escolhas.




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