Aula 17 - QUEM SÃO OS NEFILINS E QUAL É A SUA RELAÇÃO COM A MAÇONARIA?

 

“Eu lhes digo isso para que ninguém os engane com argumentos bem elaborados. 

(1 Cl 2:4/NVT)”

 

INTRODUÇÃO

Paulo já alertava a igreja de Colossos que haviam argumentos elaborados capazes de destruir a fé não só daquela igreja, mas de todos que dessem ouvidos àqueles que se levantavam com sofismas.

Hoje, no ano de 2023, vemos claramente como a igreja foi atingida por uma especulação a cerca da verdade, relativizando a Bíblia, a moral, e sendo capaz de manipular a verdade para que a história fosse reescrita nos moldes daquilo que Deus mais abomina – a idolatria.

Apesar de o conhecimento estar disponível como nunca teve, também está dividindo opiniões no que tange a verdade sobre a vida, a morte e sobre Deus.

E esse é um assunto que precisamos abordar com bastante clareza, o pecado humano que domina a humanidade corrompendo até a verdade Bíblica.




QUEM SÃO OS NEFILINS?

Há várias teorias a cerca da origem dos “homens poderosos” mencionados em Gn 6:1-4, e dentre elas, destaca-se que os filhos de Deus mencionados nesse texto, são os anjos caídos que coabitaram com as filhas dos homens dando origem aos nefilins.

No entanto, a Bíblia é clara quantos alguns preceitos e, conhecendo-os, conseguimos identificar o engano desse argumento nefasto que tem entrado na igreja.

A mentira que foi orquestrada começa contando que no Jardim do Éden a serpente teve relações sexuais com Eva, e que teria sido esse o fruto proibido que ela comeu. Existe uma gama enorme de pessoas que acreditam que Caim era filho da própria serpente, e que o pecado teria começado ali.

Essa teoria é amplamente divulgada pela maçonaria, onde infelizmente, muitos pastores e crentes têm se associado trazendo esses ensinos para dentro da igreja.

Livros maçônicos registram que uma linhagem de semideuses fora criada e que os descendentes de Sete, “irmão por parte de mãe de Caim”, e filho de Adão, corromperam toda humanidade por meio da união do casamento, atraindo a ira divina que destruiu aquela geração através do dilúvio.

Mas a maçonaria continua sua história após o dilúvio...

Noé tinha três filhos Sem, Cam e Jafé. De Cam surgiu uma linhagem  poderosa da qual Ninrode era o líder.  Ele foi o idealizador da Torre de Babel, fundador da Babilônia e da Assíria, sendo conhecido como  criador de Nínive. Porém, a maçonaria ensina que Pelegue, um dos descendentes de Sem, era um arquiteto naquela época, e foi convocado para desenhar a planta da torre dando origem ao primeiro templo maçônico da história. Mas que depois do juízo divino, mudou-se para a região que hoje conhecemos como a Rússia e no caminho, foi construindo pirâmides pelo mundo se autopenitenciando até a sua morte, onde garantem ter achado uma lápide com a seguinte descrição – aqui jaz o nosso grande GADU, o grande arquiteto da maçonaria.

MAS O QUE A BÍBLIA DIZ?

Como toda mentira é criada a partir de uma verdade, existem pontos que são verdadeiros na história de Ninrode.

Ele realmente foi o primeiro homem a obter liderança após o dilúvio. E foi a partir da sua história, que surgiu a idolatria como instituição, o ensinamento da reencarnação dos espíritos mortos, o empoderamento feminino, a ideia de socialismo, a escravatura, a política de poder e os grandes assassinatos em massa como manobra de conquista territorial.

A Bíblia nos apresenta um norte a seguir em busca de uma resposta segura.

Os saduceus não acreditavam na ressurreição dos mortos, nem na existência de anjos, nem na tricotomia humana, acreditando apenas no corpo e na alma (At 23:8).

Querendo surpreender Jesus em alguma contradição envolvendo a lei Mosaica, perguntaram: “Mestre, Moisés ensinou assim: “Se um homem morrer e deixar a esposa sem filhos, o irmão dele deve casar com a viúva, para terem filhos, que serão considerados filhos do irmão que morreu”. Acontece que havia entre nós sete irmãos. O mais velho casou e morreu sem deixar filhos. Assim, ele deixou a viúva para o segundo irmão. A mesma coisa aconteceu com este, e também com o terceiro, e, finalmente, com todos os sete. Depois de todos eles, a mulher também morreu”. ( Mt 22:24-27).

Daí propôs a seguinte pergunta: “Portanto, na ressurreição, de qual dos sete será a mulher, visto que todos a possuíram?” ( Mt 22:28 ).

Depois de Jesus repreendê-los (Mt 22:29), respondeu: “Os filhos deste mundo casam-se, e dão-se em casamento...” ( Lc 20:34-38 ). Deixando evidente que ter relações sexuais e ter filhos é algo próprio ao mundo dos homens, e não ao ‘mundo’ dos seres espirituais compostos por anjos.

O casamento é apresentado em conexão à capacidade de procriação, que é próprio aos homens, pois para este fim foram abençoados “E Deus os abençoou, e Deus lhes disse: Frutificai e multiplicai-vos, e enchei a terra...” (Gn 1:28).

Porém, com relação ao mundo vindouro, Jesus é claro: “— Nesta vida os homens e as mulheres casam. Mas as pessoas que merecem alcançar a ressurreição e a vida futura não vão casar lá”. (Lc 20:34-35 ). O Casamento e a procriação é um atributo deste mundo. A capacidade de procriação do homem tem relação direta com a morte. Quando o homem deixar de morrer tornando-se eterno, não haverá mais a necessidade do casamento e nem da procriação, tal qual anjos. Por isso, Jesus ao ser introduzido neste mundo, precisou ser feito menor que os anjos a fim de que pudesse morrer – “Mas nós vemos Jesus fazendo isso. Por um pouco de tempo ele foi colocado em posição inferior à dos anjos, para que, pela graça de Deus, ele morresse por todas as pessoas. Agora nós o vemos coroado de glória e de honra por causa da morte que ele sofreu”. ( Hb 2:9 ) – assim como nós (Sl 8:4-5; Rm 3:23)

Como o dom que Deus dá a um ser não pode ser anulado (Rm 11:29 NVI), a capacidade que possuíam os anjos antes da queda não lhes foi tirada (vida eterna), e eles, por si só, jamais adquiriram a capacidade de procriação, pois não possuem poder próprio, mas autoridade concedida pelo próprio Deus.

Procriar é uma capacidade concedida apenas aos homens. Uma autoridade, autorização especial concedida por deus para a preservação da espécie após o pecado. E para que não fique dúvida alguma quanto a isso, quando Moisés escreveu:

 

“Deus, portanto, criou os seres humanos à sua imagem, à imagem de Deus os criou: macho e fêmea os criou. Deus os abençoou e lhes ordenou: “Sede férteis e multiplicai-vos! Povoai e sujeitai toda a terra; dominai sobre os peixes do mar, sobre as aves do céu e sobre todo animal que rasteja sobre a terra!” (Gn 1:27-28)

 

Antes da queda, não quer dizer que essa ordem tenha sido dada antes do pecado, é apenas um complemento da história, pois Moisés já sabia o que teria acontecido em seguida e acrescentou a fala de Deus que fora posteriormente. Assim como outras passagens que mencionam nome de lugares que só foram dados décadas depois (Ex: Gn 28:19-35:1-15; Jz 1:22)

Os anjos foram chamados a existência por ordem divina (Sl 148:2 e 5), e todos foram criados ao mesmo tempo. Diferente dos homens, os anjos não foram criados um a um  e nem macho e fêmea, condição essencial para a procriação (Gn 1:27).

Fica claro que a união conjugal foi instituída por Deus em decorrência da necessidade de o homem procriar, o que se tornou imprescindível para a manutenção da espécie após o pecado.

Os anjos são seres espirituais (Hb 1:14), não possuem um corpo físico. Apesar da autoridade que possuem e da possibilidade de possuir humanos, não podem transmutar os seus corpos celestiais para corpos orgânicos.

O próprio Senhor Jesus, tendo o poder que lhe era inerente, precisou ser gerado da mesma matéria que nós para ser introduzido neste mundo como ser humano.

ENTÃO QUEM ERAM AS FILHAS DOS HOMENS E OS FILHOS DE DEUS?

A Bíblia diz que após Caim matar Abel, disse para Deus: “da Tua face (presença) me esconderei “(Gn 4:14).

Ele se casou e foi morar na terra de Node, onde tiveram filhos e edificaram uma cidade dando início a uma geração longe de Deus, totalmente desviado da Sua presença. Dele foi gerado as filhas dos homens,.

Em seguida, surge a geração de Sete, seu irmão, que começou a buscar a face de Deus (Gn 4:26). Estes foram chamados de “os filhos de Deus”, a geração que não “fugiu da sua face, presença”.

Em Hebreus 1:5 está escrito: “Pois Deus nunca disse a nenhum dos seus anjos: “Você é o meu Filho; hoje eu me tornei o seu Pai.” E também não disse a respeito de nenhum anjo: “Eu serei o Pai dele, e ele será o meu Filho.”

Em nenhum lugar da Bíblia acharemos no original hebraico Deus dizendo que os anjos são os Seus filhos, a não ser em versões manipuladas por pessoas que seguem tal teoria dando embasamento a tal conceito, como é no caso da versão de Jó 1:6. Note que possui uma explicação imposta ao texto (isto é) em algumas versões.

A falta de conhecimento bíblico e de uma hermenêutica adequada é que usa Judas 6 e 7 para embasar essa heresia.

 

“Lembrem dos anjos que não ficaram dentro dos limites da sua própria autoridade, mas abandonaram o lugar onde moravam. Eles estão amarrados com correntes eternas, lá embaixo na escuridão, onde Deus os está guardando para aquele grande dia em que serão condenados. Lembrem dos moradores de Sodoma, de Gomorra e das cidades vizinhas, que agiram como aqueles anjos e cometeram imoralidades e pecados sexuais. Eles sofreram o castigo do fogo eterno, o que é um aviso claro para todos”.

 

O que esse texto quer dizer é que de modo semelhante a eles, Sodoma, Gomorra, e as cidades ao redor se entregaram à imoralidade e a relações sexuais antinaturais.

Qual seria o estado original de um anjo? Servir a Deus, ser santo. Qual deveria ser o estado original dos homens de Sodoma e Gomorra? Coabitar com mulheres.

O que é comum entre esses homens corruptos e os anjos caídos neste texto é a postura errada, nada mais.

Crer que os anjos coabitaram com as mulheres e que deste relacionamento geraram filhos, é admitir que os demônios tivessem poder, o que não é verdade (1 Sm 2:6; Jo 1:1,4; Cl 1:16-17), e também é uma forma perigosa de especular o provável relacionamento de Deus com Maria na concepção de Jesus (Mt 1:18; Lc 1:31).

QUANDO A HISTÓRIA VIRA MITO 

A história popular judaica conta que Sem, filho de Noé e tio-avô de Ninrode, foi quem o matou, pois este havia coabitado com sua própria mãe, Semíramis, a quem engravidou. E que ao saber da gravidez, Sem esquartejou o profano e pagão Ninrode como forma de cortar o mal pela raiz.

Essa esposa grávida presenciando seu marido morto resolve manter a popularidade de Ninrode e sua política de dominação, dando sequencia ao seu império. Então, reúne o povo e diz:  “Ele não morreu, enquanto o sol nascer ele estará conosco e aquecerá os nossos corações.” Fazendo uma alusão ao filho Tamuz que estava para nascer, dizendo ser a reencarnação de Ninrode.

Ali ela implanta a ideia de reencarnação e que Tamuz seria um semideus, com poderes sobrenaturais.

A partir deste momento, quando a esposa de Ninrode faz essas declarações, a história se transforma em mito. As pessoas começam a acreditar que ela está grávida então, do "Deus Sol". Este mito é o fundamento da Tradição Babilônica e a lenda por trás de toda idolatria na Antiguidade.

·        Deus Sol, era Ninrode;

·        Deusa Lua, ou a “rainha dos céus” a sua esposa/mãe Semíramis;

·        E o Príncipe dos Céus, o filho gerado do relacionamento de Ninrode com sua esposa/mãe chamado Tamuz.

A mitologia do Deus Sol e da Deusa Lua permeia o pensamento de Israel por toda sua existência. A narrativa do Antigo Testamento é uma pregação contra a mitologia babilônica e o tipo de religiosidade fruto desse pensamento.

 



 Pela qual a maçonaria trabalha o conceito de que existe um ser sobrenatural que se chama Sol, Saturno ou o olho. Do qual veio toda mitologia egípcia, babilônica, fenícia e assíria, da qual foi combatida pelos mandamentos de Deus dados a Moisés, primeiro grande líder e libertador de Israel. O qual o sistema tentou matar logo após a sua concepção (Ex 11).

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