Aula 07 - Vivendo para Cristo

 

“Fui crucificado com Cristo. Assim, já não sou eu quem vive, mas Cristo vive em mim. A vida que agora vivo no corpo, vivo-a pela fé no Filho de Deus, que me amou e Se entregou por mim”.

(Gálatas 2:20/NVI)

 

1 – Introdução

 

Deus lhe concedeu salvação por meio de Jesus Cristo e, ao fazer isso, o libertou para viver um tipo de vida bem diferente. Em vez de viver para si mesmo, para seus próprios objetivos e propósitos, agora você é livre para viver por um ideal muito melhor e mais elevado. Você é livre para viver para Cristo, para seus objetivos e propósitos.

Entretanto, cada um continue vivendo na condição que o Senhor lhe designou e de acordo com o chamado de Deus. Esta é a minha ordem para todas as igrejas (1 Corintios 7:17).

 

Essa instrução implica que Deus fez cada um de nós de modo distinto e nos designou vidas distintas, com papéis distintos.

Assim brilhe a luz de vocês diante dos homens, para que vejam as suas boas obras e glorifiquem ao Pai de vocês, que está nos céus. (Mateus 5:16)

Vivam entre os pagãos de maneira exemplar para que, naquilo em que eles os acusam de praticarem o mal, observem as boas obras que vocês praticam e glorifiquem a Deus no dia da sua intervenção. (1 Pedro 2:12)

 

Quem Deus o criou para ser? Quais dons, habilidades e paixões Deus lhe deu? Quais funções e responsabilidades ele lhe atribuiu?

 

2 - Viva para Cristo através dos Relacionamentos

 

A Bíblia é um livro sobre relacionamentos. O que não é nenhuma surpresa, tendo em vista que nela um Deus relacional oferece sua revelação a seres relacionais. Em última instância, o propósito de Deus na Bíblia é lidar com o relacionamento rompido e quebrado entre Ele e a humanidade. Em suas páginas, aprendemos que fomos criados para viver em um relacionamento com Deus, porém, que também nos rebelamos de maneira deliberada contra Ele, destruindo, assim, a paz e a harmonia que existia entre nós. Aprendemos que Deus agiu ao enviar Seu Filho, Jesus Cristo, em meio ao nosso desamparo, e que o que Deus realizou por meio da morte e ressurreição de Cristo foi um grande ato de reconciliação.

Em 2 Coríntios, Paulo fala sobre o evangelho e escreve:

Tudo isso provém de Deus, que nos reconciliou consigo mesmo por meio de Cristo e nos deu o ministério da reconciliação, ou seja, que Deus em Cristo estava reconciliando consigo o mundo, não lançando em conta os pecados dos homens, e nos confiou à mensagem da reconciliação. (5:18,19)

 

Cada vez que a palavra reconciliação é utilizada, ela nos aponta para a restauração de relacionamentos rompidos.

Deus criou este mundo com hierarquia. Ele é o Deus preexistente e Todo-Poderoso que criou tudo, é dono de tudo e reina sobre tudo. Em prol da ordem e para refletir sua autoridade, Ele criou estruturas de líderes e liderados, cada um de nós desempenha ambas as funções em momentos e contextos diferentes.

Embora liderança seja uma palavra popular atualmente, além de ser o assunto de milhares de livros, o lado oposto da liderança – a submissão – é muito menos popular, porém, um não existe sem o outro.

Devemos obedecer à autoridade onde ela existir, exceto nos momentos em que uma autoridade menor contradiz uma autoridade maior.

2.1 – Governos e Cidadãos

 

O Novo Testamento foi escrito em um tempo e num contexto de opressão. Quando Jesus veio ao mundo, o interesse da maioria dos judeus não era que um salvador os libertasse de seus pecados, mas que um guerreiro os libertasse da opressão romana.

Sendo assim, não é de se admirar que o Novo Testamento tivesse que abordar o relacionamento entre Governos e cidadãos.

Todos devem sujeitar-se às autoridades governamentais, pois não há autoridade que não venha de Deus; as autoridades que existem foram por ele estabelecidas. Portanto, aquele que se rebela contra a autoridade está se colocando contra o que Deus instituiu, e aqueles que assim procedem trazem condenação sobre si mesmos. (Romanos 13:1,2)

 

Deus deixa bem claro que os governantes são dádivas de Deus e que existem para cumprir Seus propósitos. Submeter as autoridades deve ser enxergado como submissão direta a Deus.

2.2 Patrão e Funcionário

 

O Novo Testamento foi escrito tanto numa época de opressão governamental quanto pessoal. A sociedade romana permitia uma forma de escravidão, que era diferente da escravidão racial conhecida por nós.

Os escritores do Novo Testamento se dirigiam aos escravos e aos seus senhores por diversas vezes. A instrução recorrente aos escravos era para que se submetessem aos seus senhores, para que fizessem o melhor trabalho possível para seus senhores e para que enxergassem o trabalho como uma extensão do trabalho para Cristo.  Paulo instrui aos senhores tratarem seus escravos com extrema dignidade:

Vocês, senhores, tratem seus escravos da mesma forma. Não os ameacem, uma vez que vocês sabem que o Senhor deles e de vocês está nos céus, e ele não faz diferença entre as pessoas. (Efésios 6:9)

 

Os patrões devem observar a maneira como Deus lidera, de modo gentil e amável, e devem imitá-lo. Não devem liderar com brutalidade e ameaças, e sim exemplificar com gentileza.

Todos vocês são filhos de Deus mediante a fé em Cristo Jesus, pois os que em Cristo foram batizados, de Cristo se revestiram. Não há judeu nem grego, escravo nem livre, homem nem mulher; pois todos são um em Cristo Jesus. (Gálatas 3:26-28)

 

2.3 -  Liderança Eclesiástica

 

Diversas epístolas do Novo Testamento falam sobre os requisitos para um homem que almejava ser um pastor. É notável que, dos mais de vinte requisitos, apenas um deles destaca uma habilidade (ser apto para ensinar).

·         Deviam liderar o povo por vontade própria, não por obrigação (1 Pe 5:2)

·         Liderar com gentileza, sem serem dominadores (1 Pe 5:3)

·         Liderar preparando-os para a obra do ministério com paciência (Ef 4:11-13) para que cresçam em piedade e alcancem maturidade.

2.4 – Relacionamento Matrimonial

 

O modelo de autoridade e de submissão de Deus aplica-se até mesmo ao relacionamento conjugal.

Mulheres sujeitem-se a seus maridos, como ao Senhor, pois o marido é o cabeça da mulher, como também Cristo é o cabeça da igreja, que é o seu corpo, do qual ele é o Salvador. Assim como a igreja está sujeita a Cristo, também as mulheres estejam em tudo sujeitas a seus maridos. Maridos amem suas mulheres, assim como Cristo amou a igreja e entregou-se a si mesmo por ela para santificá-la, tendo-a purificado pelo lavar da água mediante a palavra, e apresentá-la a si mesmo como igreja gloriosa, sem mancha nem ruga ou coisa semelhante, mas santa e inculpável. Da mesma forma, os maridos devem amar as suas mulheres como a seus próprios corpos. Quem ama sua mulher, ama a si mesmo. Além do mais, ninguém jamais odiou o seu próprio corpo, antes o alimenta e dele cuida, como também Cristo faz com a igreja, pois somos membros do seu corpo. "Por essa razão, o homem deixará pai e mãe e se unirá à sua mulher, e os dois se tornarão uma só carne". Este é um mistério profundo; refiro-me, porém, a Cristo e à igreja. Portanto, cada um de vocês também ame a sua mulher como a si mesmo, e a mulher trate o marido com todo o respeito. (Efésios 5:22-33)

 

Paulo nos escreve que o casamento existe para servir como uma espécie de retrato do relacionamento de Cristo com a Igreja. Assim como Cristo liderou e demonstrou Seu amor pela Igreja ao dar a Sua vida por ela, os maridos devem dar a sua própria vida ao servir suas esposas, e em contra partida, as esposas devem aceitar a sua autoridade como cabeça e se submeterem a ela com alegria.

2.5 – Relacionamento entre Pais e Filhos

 

Tais relacionamentos são simplesmente um reflexo do relacionamento entre pai e filho que partilhamos com Deus.

Filhos obedeçam a seus pais no Senhor, pois isso é justo. Honra teu pai e tua mãe, este é o primeiro mandamento com promessa: para que tudo te corra bem e tenhas longa vida sobre a terra. (Efésios 6:1-3)

 

Ele volta aos Dez Mandamentos, que foram dados séculos antes aos israelitas, e vê um padrão que se estende por gerações, pois a submissão deles aos pais é uma extensão da submissão deles a Deus.

Pais, não irritem seus filhos; antes os criem segundo a instrução e o conselho do Senhor. (Efésios 6:4)

 

Os pais devem liderar os filhos em amor e gentileza, não por meio de intimidação e força bruta. Eles devem observar como Deus os ama e os conduz, e devem imitá-los em seus cuidados com os filhos. Os pais obedecem a Deus ao ensinar seus filhos a obedecê-los.

2.6 – Amizade

 

As Escrituras nos instruem a edificar amizades claramente espirituais que existem para o bem da outra pessoa. É nesse contexto que poderemos colocar em prática os muitos mandamentos do tipo “uns pelos outros” que permeiam o Novo Testamento.

·         Edifiquem-se uns aos outros (Rm 14:19)

·         Confessem seus pecados uns aos outros (Tg 5:16)

·         Consolem-se uns aos outros (1 Ts 4:18)

·         Alegrem-se e chorem uns com os outros (Rm 12:15), etc.

É aqui que temos o privilégio de imitar o Deus que se tornou nosso amigo (Jo 15:15).

3 – Conclusão

 

Nosso Deus reconciliou-se conosco, e agora que fez isso, nos dá o grande privilégio e a responsabilidade de estender relacionamentos aos outros. Nós imitamos Cristo em Sua liderança cheia de amor, bem como em Sua submissão com um coração de servo. Assim, vivemos para Ele, por meio Dele e imitando-O.

 

Devocional e Tarefa da Semana

 

Segunda – 1 João 4:11; 1 Tessalonicenses 4:9; Efésios 5:28

Terça – Salmo 133:1; Filipenses 2:3; 1 Timóteo 5:1-2

Quarta – Gálatas 5:26; Efésios 5:21; Efésios 4:32

Quinta – Salmo 1:1-2; 1 Timóteo 2:1; Romanos 14:19

Sexta – Efésios 2:21-22; Provérbios 13:20; Provérbios 17:17

Sábado – Provérbios 27:5-6; João 15:15; Eclesiastes 4:9-10

 

Descreva o que você aprendeu com esta lição de forma sucinta

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