Aula 04 - Criando um Novo Relacionamento

 

“Se alguém se recusa a ouvir a Lei, até suas orações serão detestáveis”. (Pv 28:9/NVI)

 

1 – Introdução

 

Para que um relacionamento seja genuíno, ele tem que ser pessoal. Tem de envolver interação entre duas pessoas. Isso é verdade quando se trata de nosso relacionamento com familiares e amigos, como é verdade a respeito de nosso relacionamento com Deus.

Em geral, podemos dizer que ouvimos Deus por meio da Bíblia, e falamos com Ele por meio da oração; no entanto, os dois estão ainda mais ligados do que isso. Enquanto lemos, naturalmente também oramos; enquanto oramos, nossa mente foca nas verdades reveladas nas Escrituras através da oração. Quanto mais nos comprometemos com a leitura da Bíblia e com a oração, mais tempo de nossa vida passamos nos comunicando com Deus.

2 – Escutando a Deus

 

Todo relacionamento é construído tendo como base a comunicação. É impossível ser amigo de uma rocha, pois ela não tem personalidade – não há comunicação. Você não pode ter um relacionamento com o universo, porque o universo não é uma pessoa, e sim uma coisa, e não nos relacionamos com coisas. Deus, em contrapartida, está vivo, e Ele é pessoal; Ele é uma comunidade de pessoas, portanto, você pode ter um relacionamento.

A Bíblia nos diz que “os céus declaram a glória de Deus e o firmamento proclama a obra das suas mãos” (Sl 19:1). Tudo o que Deus criou declara que Ele existe que Ele é o Criador e que é glorioso. Deus também fala por meio de nossa consciência criada, que nos faz lembrar que há parâmetros objetivos de certo e errado, de bem e mal.

Pois mostram que as exigências da lei estão gravadas em seus corações. Disso dão testemunho também à consciência e os pensamentos deles, ora acusando-os, ora defendendo-os. Isso acontecerá no dia em que Deus julgar os segredos dos homens, mediante Jesus Cristo, conforme o declara o Meu evangelho. (Romanos 2:15,16)

 

Nas Escrituras, Deus fala conosco sobre Seus propósitos e Suas intenções, e nos revela fatos que não podemos aprender apenas ao olhar para o mundo ou dar ouvidos à nossa consciência. Se por um lado a criação e a consciência são fontes de um conhecimento geral sobre a existência e as Leis de Deus, por outro lado encontramos na Bíblia uma combinação clara e específica sobre Sua natureza e Seus planos.

3 – A Bíblia é uma Coleção

 

A Bíblia é uma coleção composta por dois testamentos que contam uma única história sobre Jesus. Ela é a Palavra de Deus escrita e completa para nós, e por isso confiável, pois reflete o caráter de Deus.

3.1 – Os Dois Testamentos

 

Em geral, os 39 livros do Antigo Testamento apontam para o que estava por vir, para a vinda de Jesus, ao passo que os 27 livros do Novo Testamento contam a respeito da vinda de Cristo e a importância desse acontecimento.

3.2 – Sua História

 

Ela deve ser lida como um romance e não como um jornal, um biscoito da sorte ou uma coleção de fábulas de Esopo[1]. Tudo está bem interligado, e as partes concretas têm ainda mais significado quando vistas em relação ao todo. A Bíblia é uma narrativa que descreve o que Deus está fazendo neste mundo.

3.3 – Ela é sobre Jesus

 

A Bíblia é uma história, e o herói dessa história é Jesus.

À medida que a Bíblia nos conta a grandiosa história que Deus está realizando no mundo, ela nos conta como Ele a realiza por meio de Cristo. Jesus está em todas as páginas da Bíblia.

3.4 – Ela é a Palavra de Deus

 

Os cristãos se referem à Bíblia como a Palavra de Deus, pois ela está cheia de Suas palavras e porque uma vez reunidas, representa o que Ele falou a Sua mensagem à humanidade.

3.5 – Ela é Completa

 

A Bíblia não contém tudo o que Deus já falou ou tudo o que Ele falará. Também não contém todo o intelecto de Deus nem é uma descrição de todos os Seus atos. Contudo, acreditamos que nenhuma outra informação será acrescentada a Ela, pois é completa no sentido de que Deus determinou que seu cânon[2] fosse fechado. Ele escolheu não dar mais nenhuma revelação desse tipo a nós.

A Bíblia contém tudo o que Deus desejou que ela tivesse. Ele já disse tudo o que precisávamos saber para realizar os Seus propósitos, especialmente Seu desígnio de comunicar a mensagem da salvação a nós. Jamais poderemos acrescentar ou retirar algo Dela (Ap 22:18-19).

4 – Falando com Deus

 

Nossas orações devem surgir a partir de uma imersão nas Escrituras. Deveríamos mergulhar de cabeça no mar da linguagem de Deus, a Bíblia. Deveríamos escutar, estudar, analisar, refletir e meditar nas Escrituras até que surja uma resposta em nosso coração e em nossa mente.

A oração e as Escrituras não são dois caminhos diferentes para nos encontrarmos com Deus, mas duas dimensões do mesmo caminho.

Não é um esvaziar da mente e um descansar em um silêncio de pensamentos vazios, e sim um encher da mente com a verdade de Deus e uma comunhão prazerosa com Ele.

A oração não tem o propósito de mudar Deus – mudar quem Ele é ou alterar Seus propósitos. Na verdade, ela tem o propósito de mudar você. À medida que busca a Deus em oração, sua fé aumenta. Deus o capacita a enxergar Sua bondade, graça, glória e até mesmo Seus propósitos. Ao busca-Lo, perceberá que você é quem está sendo transformado.

A oração é como um desbravador que abre o caminho a sua frente – ela reconhece suas fraquezas e declara o poder de Deus, além de prepara-lo a dizer que “Deus é bom” independente das circunstâncias.

A oração constrói um relacionamento entre Deus e você; ela muda e prepara você, e funciona, simples assim.

Deus usa essa maneira excepcional para lhe trazer incontáveis bênçãos.

5 – Conclusão

 

Leia para ouvir Deus e ore para falar com Ele, pois assim você crescerá nessa intimidade através dessa relação que é a mais preciosa que existe.

 

Devocional e Tarefa da Semana

(  ) Segunda – Salmo 63:1-11

(  ) Terça – Isaías 55:1-6

(  ) Quarta – Efésios 3:1-21

(  ) Quinta – Mateus 6:5-15

(  )  Sexta Mateus 6:25-35

(  ) Sábado – Salmo 37:1-40

 

Como anda sua intimidade com Deus? O que você aprendeu nesta lição e deseja colocar em prática? Descreva uma nova rotina pra sua vida, que deseja seguir daqui para frente:

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[1] As Fábulas de Esopo são uma coleção de fábulas creditadas a Esopo (620—560 a.C.), um escravo e contador de histórias que viveu Grécia Antiga.[1] As fábulas de Esopo tornaram-se um termo genérico para coleções de fábulas brandas, usualmente envolvendo animais personificados.

[2] Decreto, regra que diz respeito à fé, à disciplina religiosa. Conjunto dos livros que se considera de inspiração divina. Regra, modelo a ser seguido: o cânon da beleza clássica.

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