Aula 05 - O Ateismo

 

“Porque as suas coisas invisíveis, desde a criação do mundo, tanto o Seu eterno poder, como a Sua divindade, se entendem, e claramente se veem pelas coisas que estão criadas, para que eles fiquem inescusáveis; porquanto, tendo conhecido a Deus, não o glorificaram como Deus, nem lhe deram graças, antes em seus discursos se desvaneceram, e o seu coração insensato se obscureceu. Dizendo-se sábios, tornaram-se loucos.” (Rm 1:19-22).

1 – Introdução

 

A definição básica da palavra ateísmo é "a descrença ou falta de crença na existência de Deus ou deuses". O ateísmo não é uma crença que afirma que não existe um deus e nem responde a qualquer outra pergunta sobre o que uma pessoa acredita. É simplesmente uma rejeição da afirmação de que existe algum tipo de divindade.

Ateu é aquele que afirma taxativamente que não existe nada além daquilo que eu vejo, nada além da matéria, que não existe um Deus criador, que as regras e as leis da ciência preexistem a todos. (Leandro Karnal)

 

Agnósticos são aqueles que não afirmam que Deus não existe e não afirmam que Deus existe. Dizem que não temos prova para dizer de forma taxativa nem um nem outro. Para tanto, nem acreditam e nem desacreditam até que lhes seja provado um lado. (Leandro Karnal)

 

Apateísmo é outra categoria menos, conhecida de pessoas, que são indiferentes à religião e que não se preocupam em dizer nada porque não levam a religião como fonte de suas preocupações. (Lendro Karnal)

 

A Bíblia nos diz que ninguém terá desculpa no Dia do Senhor, pois a evidência de que existe um Criador, é a própria criação (Rm 1:19-28).

Quando olhamos para um edifício, sabemos que houve um construtor por causa da complexidade de um simples edifício. É preciso um arquiteto e um engenheiro para projetá-lo, de pessoas para construí-lo, eletricistas, encanadores, carpinteiros, etc... porque ele não vai se construir por si só. Para acreditar que um edifício, com todas as suas complexidades, surgiu a partir do nada, ou a partir de uma explosão, seria no mínimo ignorância.

A visão do ateu é dirigida por pura racionalidade, razão e método científico. O resultado é que a maioria dos ateus considera a teoria da evolução verdadeira, o que, ironicamente, não é cientificamente comprovado e nem é algo lógico.

Um ateu acredita que o DNA, o código genético que determina todas as características de um ser vivo, se criou sozinho. Não apenas seres humanos, mas todas as formas de vida, gatos, cães, elefantes, vacas, cavalos, gafanhotos, flores, etc...

Portanto, percebemos que o problema dos ateus não é uma questão intelectual, mas sim uma questão moral. Talvez eles já tenham as respostas necessárias que eles tanto procuram, mas eles simplesmente não gostam delas.

Para um ateu, não é bom que Deus exista do mesmo modo que não é bom para o criminoso que os policias exista. Ou seja, convém ao ateu que Deus não exista.

 

2 – Como Abordar um Ateu

 

Quando entendemos a natureza do pecado e sua forte influência sobre a mente e o coração do ser humano, começamos a entender o ponto de vista do ateu.

Uma vez que passamos a eles a possibilidade da existência de Deus por causa das coisas que foram criadas (intelecto), podemos partir para o lado moral, fazendo perguntas simples, como:

·         Se existe um Deus que criou a vida, você acha que Ele se importa com o que acontece na Terra?

·         Será que Ele se importaria se as pessoas cometessem um assassinato ou estupro?

Quaisquer que sejam suas respostas, você pode então perguntar-lhes:

·         Você acha que assassinato, estupro ou adultério é errado? Eles provavelmente dirão que sim, e então podemos perguntar-lhes de onde tiraram seus padrões morais, ou seja, se Deus não existe, e somos apenas partículas de poeira flutuando em torno deste universo sem sentido, então quem se importa?

·         Quem dita o que é certo ou errado? Do ponto de vista do ladrão, roubar é bom, pois isso o satisfaz, mas sabemos que o roubo é errado. E como sabemos disso? Também sabemos que o adultério é errado, mas quem nos disse que é errado?

A partir desse ponto, podemos começar a pregar o Evangelho a eles. Dizendo-lhes que, se Deus existe, faz sentido que Ele seja moralmente perfeito e que também seja justo, o que significa que Ele punirá todos os que cometem o mal. Apenas um pequeno pecado, como uma mentira, algo que todos nós já cometemos, seria o suficiente para recebermos a justa punição de Deus. Mas há esperança, pois Ele nos ama tanto que enviou Seu Filho para receber a punição em nosso lugar, morrendo numa cruz, e ressuscitando dentre os mortos, dando vida eterna a todos os que creem.

2.1 – A Graça só é entendida através da Lei

 

Antes de falarmos para um ateu da graça de Deus que temos em Cristo Jesus, é importante mostrá-los através da lei.

A Lei é como um espelho. Ela revela o padrão de Deus e como estamos longe de alcançá-lo. Pela lei, o homem entende que é pecador e a sua necessidade de um Salvador. Foi exatamente isso o que Jesus fez com o jovem rico em Marcos 10. Um jardineiro não planta boas sementes em terra ruim, antes, ele prepara a terra até que fique boa, para quando plantar as boas sementes, elas deem uma grande colheita. Assim é a Lei de Deus, ela prepara o coração do homem, revelando sua necessidade de um Salvador, e quando ele receber a boa semente (a mensagem da Cruz), ela cairá em terra boa.

2.2 – Perguntar são Válidas

 

Ao conversar com um ateu, sempre devemos estar preparados para responder às suas perguntas, mostrando respeito e preocupação por eles e escutando o que eles têm a dizer. Muitos ateus genuinamente querem respostas e nós como cristãos, devemos amá-los, tentando responde-los da melhor maneira possível. Ao mesmo tempo, devemos pedir discernimento ao Espírito, pois se a pessoa estiver apenas argumentando, sendo hostil, ou não ouvindo, provavelmente é hora de encerrar a conversa.

O objetivo não é derrotar os ateus em um debate, mas mostra-los a glória e a beleza de Cristo na esperança de que venham a ser salvos. Argumentamos com os ateus não para ganhar a discussão, mas para que Cristo se conhecido e o Espírito Santo possa fazer Seu trabalho.

Eu creio no cristianismo tal como creio que o sol nasceu, não apenas porque o vejo, mas porque através dele eu vejo todas as outras coisas. (C.S. Lewis)

 

3 - Conselhos de Billy Graham sobre como evangelizar Ateus

 

Respondendo a perguntas enviadas para o site da Associação Evangelística Billy Graham, o pastor de 97 anos lidou com o tema evangelização de amigos ateus. “Meu melhor amigo e eu gostamos muito da companhia um do outro, mas eu sou cristão e ele diz que é ateu. Já tentei discutir o assunto, mas ele apenas ri e diz que eu deveria crescer e esquecer Deus. Como posso conquistá-lo”, uma pessoa perguntou.

A resposta de Graham iniciou com um lembrete:  “Você não pode conquistá-lo por suas próprias forças”, somente Deus pode “conquistar até mesmo o coração mais teimoso”. O conselho do evangelista foi direto:

A coisa mais importante que você pode fazer por seu amigo é orar por ele, pedindo que Deus o convença de seus pecados e quebre seu orgulho, mostrando a necessidade que ele tem de Cristo.

 

Destacou também, que existe outro aspecto muito importante.

Sua vida deve ser um testemunho para ele da paz e da alegria que só Cristo oferece. As pessoas podem questionar o que dizemos, mas não podem contestar a realidade de uma vida que foi transformada por Cristo.

 

Para Graham é importante que essa pessoa seja “encorajada a enfrentar honestamente as consequências de seu ateísmo, algo que muitos ateus nunca fazem”. E exemplificou:

Se Deus não existe (como ele diz), então seu amigo não tem esperança de vida após a morte. Ele também não tem ninguém a quem recorrer quando precisa de orientação, ou quando surgem sérios problemas em sua vida.

 

O pastor de 97 anos lembrou que durante muito tempo o ateísmo parecia dominante nos países que viviam sob o Comunismo. Em especial aqueles dominados pela antiga União Soviética, mas hoje existem nesses lugares milhares de crentes sinceros em Deus, que são dedicados seguidores de Jesus Cristo. E finalizou lembrando que “Deus pode fazer o que nunca seremos capazes, incluindo mudar o coração e a mente de alguém”.

Esse deveria ser o lembrete mais importante para todos aqueles que desejam ver seus amigos ateus rendidos a Cristo.

4 – Comissionamento

 

Como cristão, é difícil entender por que alguém iria querer ser um ateu. No entanto, quando entendemos a natureza do pecado e sua forte influência sobre a mente e o coração, começamos a entender o ponto de vista do ateu.

O principal objetivo daqueles que estão sob a influência da natureza do pecado é fazer de si mesmo um deus e ter controle completo sobre a sua vida, ou assim pensam. A religião aparece com tantas obrigações, julgamentos e restrições, e os ateus presumem definir a moralidade e o significado de sua própria vida sem interferências. Eles não querem se submeter a Deus porque seus corações estão em "inimizade contra Deus", e não têm qualquer desejo de serem sujeitos à Sua lei. Na verdade, são incapazes de fazer isso porque o seu pecado os cegou para a verdade.

Portanto, permitir que a natureza humana controle a mente resulte em morte, mas permitir que o Espírito controle a mente resulte em vida e paz. Pois a mentalidade da natureza humana é sempre inimiga de Deus. Nunca obedeceu às leis de Deus, e nunca obedecerá. (Rm 8:6,7 – NVT)

 

É por isso que os ateus passam a maior parte do seu tempo reclamando e discutindo não sobre as provas Bíblicas, mas sobre a lista de "faça ou não faça." Sua rebeldia natural não aceita os mandamentos de Deus e a ideia de que qualquer coisa - ou qualquer Um - deva ter controle sobre eles. O que não percebem é que o próprio Satanás os controla, cegando-os e preparando as suas almas para o inferno.

Talvez a melhor tática seja dar a cada pessoa o benefício da dúvida. Cada pergunta, honesta e sinceramente respondida, dá a essa pessoa a oportunidade de ouvir o evangelho.

Quem sempre se recusa a aceitar a repreensão será destruído de repente, sem que possa se recuperar. (Pv 29:1 – NVT)

 

Algumas pessoas são total e absolutamente endurecidas ao evangelho. Sejam racionais ou irracionais, há razões bíblicas para acreditar que algumas pessoas são de vontade própria imune à influência do Espírito Santo (Gênesis 6:3). Quando fizemos um esforço de boa fé de falar com alguém, e ele é inacessível, então somos ordenados a "sacudir o pó" dos nossos pés (Lucas 9:5).

 

Devocional da Semana

 

Segunda – Hb 3:4; Rm 1:20; Jr 32:17.

Terça – Gn 1:27; Ef 2:20; Is 40:28.

Quarta – Sl 33:6; Sl 90:2; Am 9:6.

Quinta – Ap 5:13; At 17:28; Is 45:9.

Sexta – Ec 3:11; Jo 1:3; Mq 7:18.

Sábado – 1 Jo 1:5; Dt 32:4; Sl 19:1

 

Atividade da Semana

 

A partir da leitura de Isaias 45:9-13, descreva como devemos entender este texto e aplica-lo em nossa vida.

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