Aula 03 - O Espiritismo

 

“E, assim como aos homens está ordenado morrer uma só vez, vindo, depois disso o Juízo. Não recorram aos médiuns nem busquem a quem consulta espíritos, pois vocês serão contamina­dos por eles. Eu sou o Senhor, o Deus de vocês. Voltarei o meu rosto contra quem consulta espíritos e contra quem procura médiuns para segui-los, prostituindo-se com eles. Eu o eliminarei do meio do seu povo”. (Hb 9:27; Lv 19:31; 20:6)

1 – Introdução

 

O Brasil possui a maior comunidade espírita do mundo.

Com muita facilidade você encontrará católicos adeptos ao espiritismo e até mesmo alguns evangélicos.

Infelizmente a falta de conhecimento Bíblico tem cegado o entendimento a ponto de não discernirem mais o que é certo e o que é errado diante do Senhor, e é para isso que fomos chamados, para testemunhar as obras do Pai e expandir Seu Reino nesta terra.

O espiritismo é um grupo novo, que surgiu no século XIX na França com Allan Kardec, no entanto, sua teologia não é tão nova assim, Platão já disseminava o assunto no século V a.C, que lhe fora passado através dos pensamentos de Pitágoras, que por sua vez aprendeu com outros e esses com outros, a cultura criada em Ninrode e sua encarnação em Tamuz, seu filho. Lembram-se?!

Allan Kardec era um pedagogo voltado aos estudos que se interessou pelas rodas de mediunidade comuns em sua época. Através dessas rodas fundamentou suas pesquisas criando aquilo que é chamado de Espiritismo.

O Espiritismo não é uma religião, é uma doutrina, que segundo eles, foi revelada pelos espíritos superiores de Allan Kardec. Por isso, denominam-se cristãos espíritas, pois creem na Bíblia, em Jesus e em Seus ensinamentos, mas possuem uma visão diferente a respeito da vida após morte e o meio de salvação.

2 – Sua Origem no Brasil

 

Identificado com o Cristianismo, o novo credo se alastrou pelo mundo chegando ao Brasil em 1860, o Espiritismo logo foi adotado por intelectuais, militares e funcionários públicos. Porém, o rastro de perseguição também chegou até aqui. O Código Penal de 1890 classificava o Espiritismo como crime. Apesar disso, a religião se fortalecia e expunha à população um dos seus lados mais meritórios: a caridade, e isso se tornou uma marca tão forte no Espiritismo brasileiro que ajudou a transformar a religião e a lhe emprestar uma face tipicamente verde-amarela. É isso, em parte, que ajuda a explicar o salto quantitativo do Espiritismo no Brasil.

Há até uma cidade fundada exclusivamente por espíritas. Palmelo, a 200 Km de Goiânia/GO, surgiu a partir da criação de um centro espírita, em 1929.  Recebendo cerca de 50.000 visitantes todos os anos, que ali procuram consolo para inúmeras aflições físicas e espirituais. Palmelo (que foi emancipada em 1953) não permite a venda de bebidas alcoólica e, em suas ruas, placas apresentam “pílulas” de ensinamentos espíritas extraídos dos livros de Allan Kardec.

Foi também no Brasil que surgiu o maior médium desde Allan Kardec. Francisco Cândido Xavier (1910-2002), franzino e modesto, com uma saúde combalida desde sempre, encarnou como ninguém os ideais de comedimento, benevolência e austeridade do Espiritismo. Sua adesão à fé obedeceu aos insondáveis princípios de uma predestinação.

Por causa de suas origens declaradamente científicas e pelo discurso que prega a racionalidade, o Espiritismo vem atraindo médicos – céticos diplomados e profissionais – nas últimas décadas. 

A fé espírita germinou aqui mais do que em qualquer outro lugar porque encontrou um terreno fértil para grande parte de seus princípios. Uma mistura muito brasileira de crenças católicas populares herdadas de Portugal, adoração aos mortos e religiosidades indígena e negra ajudou a alastrar o alcance da fé.

O Espiritismo reivindica não apenas um status de religião, mas também de ciência e de filosofia. Ou seja: é uma fé e uma doutrina cujas manifestações – contato com espíritos, regressões a vidas passadas e textos psicografados – poderiam ser comprovadas através do método dedutivo herdado da ciência.

3 – Suas Crenças

 

·         No Espiritismo, Cristo não é o filho de Deus – mas um espírito mais evoluído.

·         A Redenção no Catolicismo é um evento único, total, universal. No Espiritismo ela se dá em conta-gotas, a cada passo da evolução de cada um dos espíritos.

·         Segundo o Espiritismo, todo homem é um médium, um canal de comunicação entre os vivos e os espíritos. Por isso, não existe um papa espírita nem qualquer tipo de hierarquia dentro da religião.

·         Os espíritas acreditam ser desnecessário o vínculo com Deus – “a inteligência suprema”, como prega Allan Kardec. 

·         Céu, inferno e diabo virtualmente não existem no horizonte espírita. Isso porque o Bem e o Mal podem estar dentro de cada um, sem que haja a necessidade de uma localização para cada um.

·         Os médiuns se comunicam com os espíritos das mais diversas maneiras. Houve um tempo em que a comunicação se dava por meio de batidinhas na parede, movimento de objeto, mas hoje, as principais formas de comunicação costumam ser a psicografia e a incorporação.

·         A cada encarnação o espírito aprende um pouco mais sobre bondade, tolerância e caridade.

·         Nem todos são “santos”: o livre-arbítrio (a capacidade de cada um escolher o seu destino) é um elemento importante da religião. Por isso, haveria espíritos deliberadamente “maléficos” fadados a intermináveis reencarnações na Terra.

·         Um fato curioso é a crença dos espíritas na vida em outros planetas. Isso não significa, necessariamente, a existência de ETs pilotando discos voadores pelo espaço sideral: mas formas de vida – inclusive minerais – que são habitadas por espíritos em diferentes estágios de evolução em lugares tão inóspitos quanto Saturno ou Plutão. 

·         Temas incandescentes como aborto, eutanásia e suicídio são condenados – como na maior parte das religiões –, mas sua possibilidade existe porque cada um conta com o livre-arbítrio.

·         O percurso evolutivo de cada um explica as diferenças sociais, de saúde ou de capacidade intelectual. As benesses ou tragédias de cada um fazem parte do carma – que pode ser revertido graças a ações meritórias.

4 – Princípios Básicos da Doutrina Espírita

 

·         Universo - Criação de Deus. Todos os seres racionais e irracionais, animados e inanimados fazem parte dele. Comporta vários mundos habitados com seres em diferentes graus de evolução.

·         Deus - Considerado uma forma de inteligência suprema. Eterno, imutável, imaterial, justo, bom e onipotente.

·         Cristo - Ao contrário do que pregam a maior parte das religiões cristãs, Jesus Cristo não é o filho de Deus, mas um espírito mais evoluído. E um modelo para toda a humanidade.

·         Espíritos - Seres inteligentes da criação. São criados ignorantes e evoluem ao longo de várias vidas até alcançarem a perfeição. Dividem-se em “espíritos puros” (perfeição máxima), “bons espíritos” (em que predomina o desejo do bem) e “espíritos imperfeitos” (caracterizados pelo desejo do Mal).

·         Homem - Espírito encarnado em um corpo material.

·         Reencarnação - O espírito atravessa várias existências como encarnado. Cada uma delas é um estágio evolutivo rumo à perfeição.

·         Desencarnar - A morte (desencarnação) é encarada como apenas mais um estágio da vida espiritual – considerada a verdadeira vida. Não é compreendida como uma cisão definitiva entre as pessoas que se amam, mas apenas...

·         Livre-arbítrio - O homem tem várias escolhas na vida, mas responde por todas as suas ações.

·         Prece - A prece torna melhor o homem e é um ato de adoração a Deus.

·         Rituais - Os espíritas acreditam que um copo d’água pode ser energizado durante as sessões e bebido pela pessoa para trazer bons fluídos. O sal grosso pode espantar maus espíritos, e usar branco afasta o mal.

5 – Comissionamento

 

Pregar o Evangelho de Cristo a um espírita baterá de frente muitas vezes com o evangelho segundo Allan Kardec. Por isso, a sabedoria e o discernimento contarão muito para que o tempo não seja perdido com vãs discussões.

Todo espírita é subjugado a um fardo pesado de boas obras e medo de espíritos maus. Mostra-lo que Cristo já se incumbiu de levar nossos fardos e de nos proteger do mal, trará esperança a esta alma aflita.

Mostrar versículos que apontam a soberania de Deus e Seu poder lhes apontará a paz.

Trabalhe os pontos fracos da doutrina espírita. Aponte Cristo como um amigo que veio para nos trazer consolo e refúgio. Evite, falar de céu, inferno, salvação, boas obras, não confronte a fé deles com a Bíblia, isso criará um obstáculo entre vocês. Seja amoroso, aborde o cuidado de Deus aos que O temem e Sua justiça contra os maus, isso cativará sua atenção e eles passarão desejar ouvir mais sobre a Bíblia. Aguce a curiosidade deles, a partir daí, o Espírito Santo se incumbirá de todo o restante.

 

Devocional da Semana

 

Segunda – CUIDADO – Sl 37:18; 1 Pe 5:7; Is 49:15; Is 40:10-1; 2 Cr 19:7.

Terça – PROTEÇÃO – Sl 5:11-12; 33:20; 91:7; 121:1-8; Pv 13:6.

Quarta – FÉ – 1 Co 2:5; 1 Pe 5:9; 1 Jo 5:4; 1 Pe 1:9.

Quinta – SALVAÇÃO – Lc 19:10; Rm 10:9; Ef 2:8-9; Jo 5:24.

Sexta – ESPERANÇA – Jr 29:11; Sl 42:11; 146:5; Rm 15:13.

Sábado – PERDÃO – 1 Jo 1:9; Sl 86:5; Is 43:25; Ef 1:7; Cl 1:13-14.

 

Atividade da Semana

Reveja sua fé anotando suas convicções, registrando aquilo que você ainda tem dúvida sobre salvação, vida após morte e boas obras. Depois procure na Bíblia respostas para cada indagação e anote para nuca mais esquecer. Argumente sua fé com a Palavra de Deus, e faça um registro caso precise um dia.

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