Lição 03 – A Prova da Existência de Deus

 

“Pois desde a criação do mundo os atributos invisíveis de Deus, seu eterno poder e sua natureza divina, têm sido observados claramente, podendo ser compreendidos por intermédio de tudo o que foi criado, de maneira que tais pessoas são indesculpáveis.“ (Rm 1:20/ KJA)

1 – Introdução

 

Vivemos num universo cuja imensidão pressupõe um Criador poderoso, universo cuja beleza, desenho e ordem apontam um sábio Legislador. Mas quem fez o Criador? Podemos recuar no tempo, indo da causa para o efeito, mas não podemos continuar nesse processo de recuo sem reconhecer um ser "Sempiterno". Aquele ser eterno é Deus, o Eterno, a Causa e a Origem de todas as coisas boas que existem.

As Escrituras, em parte alguma propõem uma série de provas da existência de Deus como preliminar à fé; elas se iniciam do pressuposto de que Deus existe, declaram o fato de Deus e chamam o homem a aventurar-se na fé. "O que se chega a Deus, creia que há Deus" (Hb.11:6), é o ponto inicial na relação entre o homem e Deus.

Assim escreve o Dr. A. B. Davidson:

A Bíblia não tenta demonstrar a existência de Deus, porque em todas as partes da Bíblia, subentendem-se a sua existência. Parece não haver nenhuma passagem no Antigo Testamento que represente os homens procurando conhecer a existência de Deus por meio da natureza ou pelos eventos da providência.

 

Se as Escrituras não oferecem nenhuma demonstração racional da existência de Deus, por que vamos nós fazer essa tentativa? Pelas seguintes razões: Para auxiliar aqueles que genuinamente buscam conhecer a Deus, e, fortalecer a fé daqueles que já creem, e estudam as provas, não para crer, mas sim porque já creem. Bem como, para poder enriquecer  nosso conhecimento acerca da natureza de Deus.

Que maior objeto de pensamento e estudo existe do que ele? Onde acharemos evidências da existência de Deus? Na criação, na natureza humana e na história humana. Dessas três esferas, deduzimos as cinco evidências da existência de Deus.

2 – O Argumento Ontológico

 

Este argumento infere a existência de Deus a partir de ideias abstratas e necessárias da mente humana.

Um exemplo são as leis da natureza, as quais são imutáveis. Veja a ideia de tempo e espaço, os quais são atributos da substância ou do ser. Tais características presentes no tempo e no espaço são características eternas. Portanto, deve haver uma substância infinita e eterna ou do Ser a quem pertença tais atributos.

Desta forma, ao olharmos as leis da natureza, podemos encontrar o Deus das escrituras, a sua trindade, Ele é o autor das leis e colocou nelas (as leis) suas características, vejamos:

·         Tempo – passado, presente e futuro;

·         Espaço – largura, altura e profundidade;

·         Base da Matéria (átomo) – prótons, nêutrons e elétrons;

·         Estado básico da Matéria – sólido, líquido e gasoso;

Em suma, podemos encontrar o Deus das escrituras e sua assinatura na criação.

3 – O Argumento Histórico ou Antropológico

 

Este é um argumento da condição moral e mental do homem para com a existência de um Autor, Legislador e um Fim.

Em geral, este argumento toma a seguinte forma: entre todos os povos e tribos da terra, independente de primitivas ou avançadas, há um sentimento religioso que se revela em cultos exteriores.

Visto que o fenômeno é universal, deve pertencer à própria natureza do homem. E se a natureza do homem naturalmente leva ao culto religioso, isto só pode achar sua explicação em um ser superior, que constitui o homem, um ser religioso, na intencionalidade de relacionar-se com Deus.

4 – O Argumento Moral

 

O argumento moral começa com o fato de que todas as pessoas reconhecem algum código moral (que algumas coisas são corretas e algumas coisas são erradas). Toda vez que argumentamos sobre o certo e o errado, apelamos para uma lei superior da qual, assim supõem-se, todos estão conscientes, à qual aderem e não são livres para mudar arbitrariamente. O certo e o errado implicam um padrão ou lei mais elevada, e a lei exige um legislador. Porque a lei moral transcende a humanidade, essa lei universal exige um legislador universal. Isto se argumenta, é Deus.

5 – O Argumento Cosmológico

 

Tenta provar a existência de Deus através da observação do mundo que nos rodeia (o cosmos). Ele começa com o que é mais evidente na realidade: as coisas existem. Argumenta-se então que a causa da existência dessas coisas tinha que ser uma coisa "como Deus".

A ciência finalmente alcançou os teólogos do século 20, quando foi confirmado que o universo deve ter tido um começo. Sendo assim, hoje os argumentos cosmológicos são poderosos até para os não filósofos.

O argumento básico é que todas as coisas que têm um início têm que ter uma causa. O universo teve um começo, por isso, o universo teve uma causa. Essa causa, estando fora de todo o universo, é Deus.

 

6 – O Argumento Teológico

 

A palavra teleologia vem de telos, que significa "objetivo" ou "propósito". A ideia é que leva um criador para que haja um "propósito" e, por isso, onde vemos coisas que foram obviamente destinadas a um propósito, podemos supor que essas coisas foram feitas por uma razão.

Em outras palavras, um projeto implica um designer. Nós instintivamente fazemos essas conexões o tempo todo. A diferença entre o Grand Canyon e o Monte Rushmore é óbvia: um foi projetado, o outro não. O Grand Canyon foi claramente formado por processos naturais e irracionais, enquanto que o Monte Rushmore foi claramente criado por um ser inteligente, um designer.

Assim, tomando os pressupostos da ciência, o universo tem que ter um designer além de si mesmo (ou seja, um designer sobrenatural).




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