Aula 05 - O que a Bíblia diz sobre: Comemorar, o Halloween, dia de todos os Santos e Finados
“Todas as coisas me são
lícitas, mas nem todas as coisas convêm. Todas as coisas me são lícitas; mas eu
não me deixarei dominar por nenhuma delas” (1 Coríntios 6.12).
1 - Introdução
A palavra Halloween em inglês
significa dia das bruxas, e é uma celebração popular ao dia dos mortos
comemorada anualmente no dia 31 de outubro.
Esta comemoração começou no século V com
o povo celta (1200 a.C. do território hoje
conhecido como Europa, cuja religião politeísta era voltada a magia). O
nome celta foi dado pelos gregos e romanos.
Os celtas espalharam-se por regiões
vastas no continente europeu. Essa difusão tão ampla é entendida pelos
historiadores como resultado da procura por melhores terras para viverem,
sobretudo porque, com o crescimento do território romano, os celtas começaram a
serem vítimas de ataques romanos.
Essa fuga à procura de terras mais
pacíficas também pode ter relação com as guerras entre tribos celtas. De toda
forma, a presença celta nas Ilhas Britânicas foi maciça, e essa região
tornou-se símbolo desse povo. Os celtas, no entanto, estiveram presentes também
na Península Ibérica, na Europa Central, e um povo celta, conhecido como
gálatas, instalou-se na Ásia Menor, onde fica a Turquia atualmente.
A sociedade celta era estratificada,
existindo quatro principais grupos: os druidas, os nobres e guerreiros, os
homens livres e os escravos. Em geral, o governo das tribos era feito por um
rei.
Os druidas eram o principal grupo da
sociedade celta e acumulavam funções jurídicas, filosóficas e religiosas, pois cumpriam
o papel de sacerdotes religiosos do povo.
A alimentação dos celtas era majoritariamente vegetariana, uma vez que as carnes eram reservadas para momentos importantes, como os festivais religiosos. A religião celta era politeísta, então eles acreditavam em mais de um deus. A religiosidade celta tinha uma forte ligação com a natureza, e por isso eles realizavam rituais em locais abertos.
2 - A Origem do Halloween
A origem do Halloween remete há mais
de três mil anos, quando a Irlanda celebrava o chamado Samhain, uma homenagem
ao “Rei dos mortos” e o início da festa que marcava o festival da colheita.
Durante essa festividade os Druidas (magos celtas) acreditavam
que nessa noite um portal espiritual era aberto e a janela que separava mortos
dos vivos desaparecia.
Eles acreditavam que com este portal
aberto as almas dos mortos regressavam numa visita aos lares, sendo
recepcionados com comidas e doces que ficavam na parte de fora de suas casas,
afastando assim os espíritos maus. Também eram realizados rituais com
sacrifícios de animais e sacrifícios humanos.
Em meados do século VIII, com a
popularidade desta festividade, o papa Gregório 3º teria mudado a data do Dia
de Todos os Santos de 13 de maio, data que remetia ao festival romano em
celebração aos mortos, para 1º de novembro, data do Samhain. Esse ritual pagão
acabou se popularizando a partir daí.
No entanto, esta festividade também é
vista por movimentos de bruxaria e satanismo (como
os adeptos da Igreja Mundial de Satanás) como sendo a data de celebração
do aniversário de Satanás. Os feiticeiros enxergam a data como sendo a mais
importante do ano, quando são feitos rituais macabros, invocação de espíritos,
comunicação com os mortos e evocação de demônios.
Essa tem sido uma época atípica, pois cresce em grande número o desaparecimento de crianças, certamente oferecidas em rituais de magia negra. Não faltam relatos de pessoas que participaram deste tipo de culto demoníaco, oferecendo animais, pessoas e até mesmo se automutilando.
3 – Os Símbolos do Halloween
A maioria dos símbolos característicos do Halloween possui origem nos primórdios da tradição, enquanto outros foram agregados com o tempo. Entre os principais estão:
· As cores laranja e preto: O Halloween é associado com as cores laranja e preto, pois o festival do Samhaim era comemorado no início do outono, quando as folhas se tornam laranjas e os dias são mais escuros.
· Lanterna de abóbora: a lanterna de abóbora tem origem em um conto celta sobre um rapaz que foi proibido de entrar no céu e no inferno e vaga eternamente com sua lanterna em busca de descanso. A tradição de entalhar abóboras teve início nos Estados Unidos. Antes, os países de origem celta entalhavam nabos e inseriam velas no interior com o objetivo de afastar espíritos. Exemplos de lanternas de abóbora. A tradição dos celtas de inserir velas em nabos ocos foi levada para os Estados Unidos, onde as abóboras grandes e macias se tornaram a melhor opção. O costume, que antes se limitava a entalhar rostos nas abóboras, atualmente envolve diversos formatos.
· Máscaras e fantasias: os celtas acreditavam que no dia do Samhaim, máscaras e fantasias ajudavam a enganar os espíritos, que não reconheciam os humanos e continuavam vagando pelo mundo sem incomodar. Atualmente, o Halloween é fortemente marcado por festas à fantasia que geralmente seguem a temática sombria de bruxas, zumbis, esqueletos, etc. No entanto, em países onde a tradição não é tão seguida (a exemplo do Brasil), as festas costumam envolver qualquer tipo de fantasia.
· Esqueletos e fantasmas: para os celtas, os mortos assumiam, entre outras formas, a de esqueletos e fantasmas.
· Morcegos: os festivais de Samhaim sempre envolviam o uso de fogueiras, que acabavam por atrair morcegos.
· Gostosuras e travessuras: originário na Grã-Bretanha mas popularizado nos Estados Unidos nos anos 50, a atividade é voltada para crianças que, fantasiadas, batem de porta em porta perguntando “gostosuras ou travessuras?”. Caso a pessoa não dê algum brinde como doces ou dinheiro, as crianças fazem alguma travessura na sua casa.
4 - O que a Bíblia diz sobre essa celebração
É evidente que a Bíblia condena
qualquer prática de bruxaria, feitiçaria ou idolatria, e qualquer cristão que
leia essa frase vai pensar que essa afirmação é tão óbvia quanto à condenação
ao sacrifício humano. Mas ainda assim, existem pessoas que não veem maldade em
participar do Halloween.
Ao contrário do que muitos pensam essa
festa não é apenas uma celebração cultural norte-americana, mas remete a
rituais condenáveis pela Palavra de Deus, o que faz com que aqueles que seguem
as orientações do Santo Livro sejam obrigados a refletir sobre suas práticas e
costumes.
“E não vos conformeis com
este mundo, mas transformai-vos pela renovação do vosso entendimento, para que
experimenteis qual seja a boa, perfeita e agradável vontade de Deus” (Romanos
12.2).
Quem celebra o Halloween, enquanto se
apresenta como cristão, está servindo a dois senhores. Sendo que um destes
senhores é Satanás (Mt 6:24)
Além disso, temos nas Santas
Escrituras versículos que condenam alguns pontos que essa celebração traz
consigo, como a banalização da maldade e dos símbolos religiosos satânicos.
Vestir-se com roupas de bruxas, feiticeiros, duendes, magos, fantasiar-se de
morto, caveira ou figuras que simbolizam o mal, não é agradável a Deus (Is 5:20)
Essa celebração também tem como base a
cultura de que os mortos podem voltar ao mundo dos vivos, mas a Palavra de Deus
diz: “[...] aos homens está ordenado morrer uma só vez,
vindo, depois disso o Juízo” (Hebreus 9.27).
A Bíblia também condena à celebração a
morte, quando afirma que todos os que aborrecem a Deus amam a morte (Provérbios 8.36). Assim como aponta a bruxaria e
feitiçaria como algo condenável. Está escrito: “Não
permitam que se ache alguém entre vocês que queime em sacrifício o seu filho ou
a sua filha; que pratique adivinhação, ou se dedique à magia, ou faça
presságios, ou pratique feitiçaria [...]” (Deuteronômio 18.10).
Deus também não se agrada de quem
tenta se comunicar com os mortos. Ele diz em Sua Palavra: “Não permitam que se ache alguém entre vocês que faça
encantamentos; que seja médium, consulte os espíritos ou consulte os mortos. O
Senhor tem repugnância por quem pratica essas coisas” (Deuteronômio 18.11-12).
Por fim, devemos lembrar que a Bíblia diz: “E não comuniqueis com as obras infrutuosas das trevas, mas antes condenai-as. Porque o que eles fazem em oculto até dizê-lo é torpe” (Efésios 5.11-12).
5 - Dia de Finados: o que significa e por que é celebrado em 2 de novembro?
O Dia de Finados, também conhecido
como Dia dos Mortos ou simplesmente Finados, se trata de um feriado religioso,
dedicado a orações e homenagens aos que já se foram. Aliás, a palavra “finados”
significa exatamente isso, algo que finou, findou, acabou ou morreu.
No Brasil, por exemplo, o Dia de
Finados faz parte de um costume católico e consiste em visitar as sepulturas
dos entes queridos que já morreram, e enfeitar seus túmulos com flores. As
pessoas também acendem velas por suas almas e rezaram por eles no cemitério.
Conforme registros históricos, a
tradição foi instituída pela Igreja Católica no século 10 e diz que os vivos
devem interceder pelas almas que estão no purgatório esperando a purificação.
Mas, o costume é mais antigo do que se
imagina. Desde o século II, ao que tudo indica já se tem indícios de cristão
que rezavam por seus falecidos, visitando os túmulos dos mártires e pedindo
pelos que já morreram.
Aos poucos, então, a Igreja foi aderindo
ao costume e no século V já era costume dedicar um dia do ano para rezar por
todos os mortos, especialmente pelos quais não tinham família e ninguém se
lembrava de pedir por suas almas.
Mas, o a escolha do dia 2 de novembro
como a data oficial para celebrar o Dia de Finados só foi feita mesmo no século
13. Os responsáveis pela Igreja escolheram o dia por suceder o Dia de Todos os
Santos, comemorado em 1º de novembro.
"Pois, se ele não
julgasse que os mortos ressuscitariam, teria sido vão e supérfluo rezar por
eles. Mas, se ele acreditava que uma belíssima recompensa aguarda os que morrem
piedosamente, era esse um bom e religioso pensamento. Eis por que ele pediu um
sacrifício expiatório para que os mortos fossem livres de suas faltas."
(II Macabeus, 12:44-46)
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