Aula 01 - O que a Bíblia diz sobre: A Imortalidade da Alma
“Então, formou o Senhor Deus ao homem do pós da terra e lhe soprou nas narinas o fôlego de vida, e o homem passou a ser alma vivente.” (Gn 2:7/ARA)
“Da mesma forma, está escrito: “Adão, o primeiro homem, foi feito
alma vivente”; o último Adão, no entanto, é espírito vivificante!” (1 Co
15:46/KJA)
1 – Introdução
No
filme 'Ghost, do outro lado da vida' é apresentada a temática da vida após a
morte, e de acordo com a realidade abordada na trama e também em nossa
sociedade é quase que universal a crença de que o ser humano possui uma alma
que se 'desprende' do corpo por ocasião da morte e que essa alma possui
consciência e desejos, podendo saber do que se passa com os vivos e até mesmo
interagir com eles. O Espiritismo ensina que a alma humana tem existência
eterna, e que, quando morre, a pessoa na verdade passa para outro estágio de
existência, podendo reencarnar em sucessivas gerações até atingir a perfeição.
O
mundo protestante não aceita a ideia de reencarnação, no entanto acredita e
prega sobre a imortalidade da alma, e que a pessoa quando morre recebe de
imediato a recompensa indo para o céu se tiver aceitado Cristo, ou indo para o
inferno se tiver rejeitado a salvação.
Mas será que é isso mesmo que a Bíblia ensina?
2 – A Constituição da Natureza Humana
Para
estudarmos esta questão precisamos primeiro entender do que somos compostos, e
quais teorias possuem a respeito, pois a ideia que se tem de corpo também
influencia na interpretação de imortalidade.
Existem três teorias a respeito da composição do nosso corpo:
2.1 – Monismo - Segundo essa teoria, o ser humano não deve ser considerado de forma alguma, uma composição de partes ou entidades separadas, mas como uma unidade radical. Sua principal ideia é de um corpo com vida, sem divisões. O hinduísmo. por exemplo, crê assim.,
2.2 – Dicotomia - O ser humano é composto por dois elementos. Um aspecto material, a parte que morre (o corpo); e um aspecto imaterial, que volta para Deus depois da morte (a alma ou o espírito). Muitas vezes o termo “espírito” e “alma” são usados de forma intercambiáveis. Em Lc 1:46-47 os termos aparecem como sinônimos. A dicotomia é facilmente encontrada em meios acadêmicos, já que é mais fácil provar, pois muitos não acreditam no espírito.
2.3 – Tricotomia - O ser humano é composto por três
elementos.
·
Corpo: físico, parte material;
·
Alma: trata-se do elemento psicológico, a
base da razão, da emoção e dos relacionamentos. O que nos distingue das plantas
e dos animais;
· Espírito: esse é o elemento que nos liga a Deus, através do qual o sentimos. É o nosso cordão umbilical. Nascemos Dele e quando separados, pelo pecado, passa existir um vazio, uma procura insaciável de Sua presença, tal feto o sente de sua mãe ao nascer. (1 Ts 5:23; Hb 4:12)
3 – Ensinamentos Deturpados
A
ideia de imortalidade da alma é fruto do paganismo e nunca foi ensinado nas
escrituras, ainda no jardim do Éden Deus falou claramente para Adão: “... da árvore do
conhecimento do bem e do mal não comerás; porque no dia em que dela comeres,
certamente morrerás. (Gn 2:17)
Agora
perceba que as palavras da serpente (Diabo) são exatamente o oposto das que
Deus falou:
"Então a serpente disse
à mulher: Certamente não morrereis". (Gn 3:4)
Observe
que esse é um aspecto profundo do entendimento da palavra de Deus, não resta
sombra de dúvidas de que o inimigo está disseminado essa mesma ideia que ele
falou pra Eva no jardim: "... Não morrereis".
Os
seus engodos estão contidos em dogmas e superstições, alguns dos quais
sustentados por cristãos inadvertidos, como:
-
Inferno como sofrimento eterno;
-
Consciência após morte;
-
Reencarnação;
-
Comunicação com mortos...
Nós veremos aqui 17 evidências bíblicas de como tudo isso não tem apoio nem fundamento. Veremos também que a alma humana é MORTAL e só poderá desfrutar da imortalidade um dia na regeneração, quando comer do fruto da árvore da vida.
4 – Provocações para Reflexão
1º - Deus colocou querubins na porta do jardim do éden para guardar o caminho da árvore da vida, para que o homem e a mulher...
"... não estenda a sua mão, e tome também da árvore da vida, e coma e viva eternamente". (Gn 3:22)
2º
- Deus afirma claramente em Ezequiel
18:4 que:
"... a alma que pecar,
essa morrerá".
3º
- A Bíblia afirma que Deus é o:
4º - Em Eclesiastes a palavra de Deus afirma que:
"... os vivos sabem que hão de morrer, mas os mortos não sabem coisa nenhuma, nem tampouco terão eles recompensa, mas a sua memória fica entregue ao esquecimento". (Ec 9:5)
"... na sepultura, para onde tu vais, não há obra nem projeto, nem conhecimento, nem sabedoria alguma. (Ec 9:10)
5º –
Por que Jesus diz a Seus seguidores que iria subir para lhes “preparar
moradas”, mas a ênfase que dá quanto à ocupação das mesmas é o momento do
reencontro com eles quando retornasse para os receber, e não quando morressem e
suas almas fossem para o céu para as irem ocupando? (Jo
14:1-3)
6º – Por que Cristo e Paulo acentuam que os mortos ressuscitarão ao ouvirem a voz do arcanjo e a trombeta divina, sendo “despertados” do sono da morte (Mt 24:30; 1 Ts 4:16), quando suas almas supostamente vêm do céu, inferno, purgatório para reincorporarem, estando já bem despertas?
7º –
Por que Jesus, quando confortava as irmãs do falecido Lázaro, além de empregar
a metáfora do sono:
“Nosso amigo Lázaro está
dormindo. . .”
E não lhes indicou que o falecido estava na glória celestial, mas referiu-lhes a esperança da ressurreição? (Jo 11:17-27)
8º – Quando Cristo ressuscitou a Lázaro, após estar o seu amigo morto por quatro dias, tirou-o do céu, do inferno ou do purgatório? Se foi do céu fez-lhe uma maldade trazendo-o de volta para sofrer nesta Terra. Se foi do inferno (pouco provável, pois ele era um seguidor do Mestre), concedeu-lhe uma segunda oportunidade de salvação, o que é antibíblico. (Hb 9:27)
9º – Onde é dito que o lago de fogo, que acontece sobre a Terra (Ap 20: 9,14,15) se transfere para alguma outra parte do universo e ali continua queimando, quando o contexto imediato diz que logo em seguida à segunda morte o profeta viu
“novo céu e nova terra... e o mar já não existe” (Ap 21:1)?
10º – Por que Paulo, ao discutir específica e detalhadamente em 1 Ts 4:13-18 e, especialmente, no capítulo 15 de 1 Coríntios, como será o reencontro final de todos os salvos com o Salvador em parte alguma fala de almas vindas do céu, ou seja de onde for, para reincorporarem?
11º
– Paulo diz ainda aos tessalonicenses que não deviam lamentar pelos seus amados
falecidos que “dormiam”, encerrando com a recomendação:
“Consolai-vos, pois, uns aos
outros com estas palavras” (vs. 18).
Ele não diz que já desfrutavam as bênçãos celestiais, e sim que estavam “dormindo” e seriam despertados. Por que a consolação deriva da promessa da ressurreição, e não de que as almas de seus entes queridos já estivessem no céu?
12º – Paulo diz claramente que sem a ressurreição dos mortos-confirmada e garantida pela do próprio Cristo “os que dormiram em Cristo pereceram” (1 Co 15:16-18). Por que pereceram, já que deviam estar garantidos com suas almas no céu?
13º
– Mais adiante no mesmo capítulo Paulo confirma o que disse nos vs. 16 a 18,
acentuando que arriscou morrer lutando com feras, dando a entender que se
morresse estaria também perdido (vs. 32).
Ao comentar, “comamos, bebamos que amanhã morreremos”, não estaria claramente indicando que sem a realidade da ressurreição, não há esperança alguma de vida eterna?
14º – Por que Jó fala de sua esperança em ver o seu Redentor “na minha carne”, quando Ele finalmente “se levantará sobre a Terra”, e não que iria vê-lo quando sua alma fosse para o céu? (Jó 19:25)
15º
- Jesus afirma claramente que a recompensa só é dada na ressurreição e não na
hora da morte:
"... vem a hora em que
todos os que estão nos sepulcros ouvirão a sua voz.
E os que fizeram o bem
sairão para a ressurreição da vida; e os que fizeram o mal para a ressurreição
da condenação". (Jo 5:28,29)
Pensamento Chave: Se os salvos já fossem direto para o céu após a morte que necessidade haveria de Cristo vir ressuscita-los?
16º
Deus prometeu a Daniel uma recompensa futura, veja:
"Tu, porém, vai até ao
fim; porque descansarás, e te levantarás na tua herança, no fim dos dias".
(Dn 12:13)
Se é no fim dos dias, não é após a morte concorda?
17º
A destruição de Sodoma e Gomorra é posta como exemplo da destruição final dos
ímpios, veja:
"Assim como Sodoma e
Gomorra, e as cidades circunvizinhas, que, havendo-se entregue à fornicação
como aqueles, e ido após outra carne, foram postas, por exemplo, sofrendo a
pena do fogo eterno".
A
questão é: se o fogo eterno representa aquilo que aconteceu nessas cidades
então ele será eterno em seus resultados como foi no delas, e não uma tortura
contínua.
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