Aula 08 - Filosofia Humana x Inspiração Divina / Os Apócrifos
“Porque eu testifico a todo
aquele que ouvir as palavras da profecia deste livro que, se alguém lhes
acrescentar alguma coisa, Deus fará vir sobre ele as pragas que estão
escritas neste livro; e, se alguém tirar quaisquer palavras do livro desta
profecia, Deus tirará a sua parte da árvore da vida e da Cidade Santa, que
estão escritas neste livro”. (Ap 22:18-19)
1 – Introdução
A palavra "apócrifo" vem do grego apokrypha, escondido, nome usado pelos escritores eclesiásticos
para determinar: 1) Assuntos secretos, ou misteriosos; 2) de origem ignorada, falsa ou espúria; 3) documentos não canônicos.
Também são conhecidos como livros deuterocanônicos, que quer dizer em grego: deuteros "segunda" e cânone "vara de medir, uma régua, uma medida", ou seja, deuterocanônico quer dizer uma segunda instrução.
Também são conhecidos como livros deuterocanônicos, que quer dizer em grego: deuteros "segunda" e cânone "vara de medir, uma régua, uma medida", ou seja, deuterocanônico quer dizer uma segunda instrução.
De acordo com o padre Antônio Xavier, mestrando em Sagradas Escrituras e
sacerdote da Comunidade Canção Nova em missão na Terra Santa, eles nunca foram
considerados inspirados pela Igreja, porque alguns apresentam conteúdo
herético, ou seja, com erros de fé, outros distorcem informações históricas e
alguns não possuem uma real utilidade.
2 - Quais são os livros apócrifos aceitos pela Igreja
Católica?
A lista dos
livros apócrifos aceitos pela Igreja Católica é:
·
Tobias
·
Judite
·
A
Sabedoria de Salomão
·
Eclesiástico
·
Baruque
(e a Carta de Jeremias)
·
1
e 2 Macabeus
·
Adições
aos livros de Ester
·
e
Daniel
Mas existem muitos outros apócrifos,
Vulgata
- tradução
latina da Bíblia feita por são Jerônimo 340-420, que foi declarada a versão
oficial da Igreja romana pelo Concílio de Trento.
3 - Como foram escolhidos os livros oficiais da Bíblia?
No século IV
havia muitos livros em circulação nas igrejas, mas nem todos eram autênticos.
Para evitar heresias e ensinamentos contraditórios, a igreja primitiva decidiu
fazer uma grande investigação para decidir quais eram autênticos
Os líderes da
igreja e estudiosos cristãos se juntaram em concílios e investigaram cada
livro. Apenas os livros com evidência sólida de autenticidade foram incluídos
na Bíblia, deixando de fora todos os livros que deixassem dúvidas.
Um dos
requisitos era estar nos rolos hebraicos compilados por Esdras.
·
- Livros do A.T.
O Antigo
Testamento nos foi legado pelos hebreus. No início do Cristianismo tínhamos duas
versões:
A Versão Palestina
– era composta por 39 livros que foram escritos na Terra Santa, em hebraico e
dividido em: Lei, Profetas e Escritos.
A Versão de
Alexandria – composta por 46 livros, versão grega traduzida da versão
palestina, feita na cidade de Alexandria em 250 a 100 a.C, através de 72 sábios
judeus, mais tarde se chamou de Septuaginta. Os sete livros a mais nesta versão
eram os apócrifos que ainda continuam na Bíblia Católica.
No ano 100
d.C (século I), época em que se difundia o Novo Testamento com os Evangelhos e
as cartas dos Apóstolos que surgiam (e que os judeus não acreditavam nem
aceitaram), os Doutores da Sinagoga (rabinos judeus) realizaram um Sínodo na
cidade de Jâmnia para definir quais seriam os livros sagrados, definiram como
critério os seguintes itens:
1. Deveria
ter sido escrito na Terra Santa;
2. Escrito
somente em hebraico (não aramaico nem grego);
3. Escrito
antes de Esdras (455-428 a.C.);
4. Sem
contradições com a Torá ou Lei de Moisés.
Por este
motivo, os sete livros acrescidos na versão da Septuaginta não foram aceitos
pelos judeus, o que mais tarde se tornou também a Bíblia dos protestantes.
- · Livros do N.T
De acordo
com o padre Antônio Xavier, foram quatro os critérios utilizados para escolher
o cânon do Novo Testamento.
1 - O
livro deveria ter origem apostólica, ou seja, ter sido escrito por um apóstolo
ou escrito durante o período de vida dos apóstolos, por alguém que tivesse
convivido com algum deles;
2 - Não
poderia conter contradições de fé em relação aos demais livros considerados
sagrados, ou seja, o Antigo Testamento;
3 - Deveria
ser capaz de conduzir a uma relação especial com Deus, ou seja, por si só ser
capaz de gerar, reforçar e amadurecer a fé e ter sido aceito pela Igreja
primitiva em sua liturgia.
4
- Qual é seria a ordem cronológica dos livros da Bíblia?
A ordem
cronológica é um tema um bocado difícil, porque os livros não estão todos
organizados cronologicamente.
Eles foram
agrupados por gêneros literários (históricos, sabedoria, profecias, cartas) e
não por ordem histórica.
Alguns livros
seguem uma sequência cronológica, mas outros não.
A tabela mostra
os livros da Bíblia por ordem cronológica dos eventos narrados em cada livro,
ou seja, dos acontecimentos e não quando foram escritos.
Quanto à
datação dos livros da Bíblia, é possível saber o tempo em que aconteceu cada
episódio, ou pelo menos aproximar da data, porém a data de seu registro
literário é difícil precisar. Alguns foram escritos logo depois dos eventos
narrados, enquanto outros foram escritos ou editados muito tempo depois.
Para entender
as tabelas: os livros estão organizados das histórias mais antigas, em cima, às
mais recentes, em baixo. Livros lado a lado descrevem eventos que aconteceram
no mesmo tempo ou contam histórias repetidas. Os livros de profecias e poemas
estão organizados pelo tempo em que os profetas ou poetas viveram e as cartas
do Novo Testamento estão organizadas por quando provavelmente foram escritas.
5 – O que os apócrifos trazem de Distorção da Bíblia
A crença no
purgatório, o ensino de rezar pelo e aos mortos, o sexo dos anjos, conceito de
alma gêmea e destino, conceito de objetos que espantam demônios, conceito de
paraíso e inferno, conceito de que a alma é eterna, anjo da guarda, esmola como
ato de caridade igualando-se a oração e a fé, as boas obras como a causa da
salvação, e outros conceitos embutidos como: anjo mente, trapaceia e tem poder
próprio.
A maioria dos
apócrifos foi escrito no tempo dos filósofos gregos, quando Platão estava no
auge e muitos de seus adeptos aproveitaram suas ideias, muitas vezes pagãs, na
escrita judaica e depois na cristã, fazendo que algumas dessas ideias fossem
registradas como se fossem dogmas divinos. Daí o motivo deles não serem aceitos
no canôn judaico e nem na Bíblia.
Bônus: A Origem da Bíblia
Como a Igreja Primitiva passou a se chamar Igreja Católica.
Links de Pesquisa:
1 - Como a Igreja Primitiva passou a se chamar Católica
2 - Por que a Igreja Católica é denominada Apostólica Romana
4 - Platão e a Reencarnação
Bônus: A Origem da Bíblia
Como a Igreja Primitiva passou a se chamar Igreja Católica.
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2 - Por que a Igreja Católica é denominada Apostólica Romana
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